quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Qual o São Paulo que queremos?



Neste mês de janeiro vários clubes brasileiros irão renegociar seus contratos de patrocínio, dentre eles o São Paulo. O Flamengo fechou com a Brasil Foods (Batavo) um contrato de R$ 25 milhões, sendo R$ 22 milhões em dinheiro e R$ 3 milhões em ações de marketing. Este valor refere-se apenas ao patrocínio principal (frente e costas da camisa) e a diretoria do clube carioca espera arrecadar mais R$ 15 milhões (algo improvável) com a manga e o calção, perfazendo um total de R$ 40 milhões anuais.

Já o Corinthians tem engatilhado um acordo com a Hypermarcas (Bozzano) no valor de R$ 28 milhões pelo patrocínio principal e mais R$ 13 milhões pela manga e calção. Vale lembrar que parte desses valores pertencem a Ronaldo (especula-se que seja 20% do principal e 80% dos demais). Se confirmado, o novo patrocínio renderá R$ 41 milhões na temporada 2010.

O atual contrato do São Paulo com a LG (que inclui a manga onde a empresa sul-coreana exibe a marca da IPS) rende R$ 18 milhões anuais ao Tricolor do Morumbi. A meta é aumentar este valor para R$ 30 milhões, quase o dobro do que é faturado atualmente, mas R$ 10 milhões a menos do que o Flamengo e R$ 11 milhões do que o Corinthians pretendem receber.

Até o dia 15 de janeiro a prioridade pertence a LG, depois, o clube poderá discutir novas ofertas, e segundo a diretora, já há dois interessados (um deles também do ramo de eletrônicos).

As questões que ficam são:
- Será que a diretoria São Paulina irá resistir a tentação de “lotear” nosso manto?
- Qual o valor da camisa Tricolor? Valeria a pena abrir mão de nossas tradições em troca de uma melhor situação financeira?
- E a torcida? O que ela pensa disso? Afinal mais dinheiro nos cofres poderia significar mais craques em campo.
- E por último: será que um dia teremos condições de fazer como o Barcelona (um dos clubes mais ricos do mundo) que exibe a marca do Unicef gratuitamente?

2 comentários:

Carlos Balaró disse...

Infelizmente, a realidade financeira do nosso futebol não permite o uso de uniforme limpo, sem qualquer patrocínio; na Europa os grandes times recem muito dinheiro pela cota das redes de televisão e, ainda, faturam alto com a venda de souvenirs (a loja do Barcelona, por exemplo, é cinco vezes maior que a do SPFC, tem todo tipo de produto e vive lotada de torcedores e de turistas), e, principalmente, com a anuidade paga pelo sócio torcedor. Não obstante, sou contra transformar o uniforme do SPFC em macacão de piloto de F1.

GuedeX disse...

Carlos, por isso tudo é que a modernização do Morumbi é tão importante. Hoje o São Paulo já arrecada mais com o estádio do que com o patrocíinio de camisa. Quando o Metro chegar ao Cícero Pompeu de Toledo, o Tricolor dará um saldo histórico.

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