sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Reeleição de Juvenal fere o bom senso!


Nação do Maior do Mundo;
Um dos maiores mistérios neste final de ano (além do camisa 10 tricolor que não chega) são as eleições para presidente do clube, em abril de 2011.
E a principal dúvida é a possibilidade de reeleição do presidente Juvenal Juvêncio. O presidente tricolor, eleito por duas vezes consecutivas poderia se candidatar mais uma vez ao cargo devido a uma interpretação no estatuto. A decisão será divulgada pelo próprio após o fim do ano.
De cara eu tenho dois pontos. O primeiro é que não questiono alguns grandes méritos de nosso atual presidente. Com Juvenal ganhamos 3 títulos consecutivos (pela primeira vez em nossa história) e o tricolor foi o primeiro (e provavelmente único) clube a conquistar três brasileiros seguidos. Com Juvenal também conseguimos avanços nos CTs (principalmente o de Cotia – com a ampliação da estrutura, construção do estádio e do Reffis 2) e no social do clube. O grande defeito de sua gestão foi justamente a teimosia com a Copa, mas na minha opinião o saldo foi positivo.
Os mais próximos do nosso presidente dizem que, apesar de centralizador excessivamente obstinado, Juvenal é um incansável lutador pelo clube. Daqueles que pensam 24h e acorda funcionários para discutir estratégias e contratos. Sem dúvida, características de um líder.
Porém, nada disso pode anular o segundo ponto: Uma terceira eleição, seja ela uma interpretação jurídica ou não, no meu ponto de vista será uma atitude imoral. Não importa se há uma lacuna jurídica após o ajuste de dois para três anos de mandato. O continuísmo no poder vai gerar um desconforto político desnecessário tanto para os dirigentes e conselheiros como para a torcida.
Juvenal sabe que mesmo fora da presidência, pode atuar ativamente nos bastidores do clube. É um dos cardeais mais antigos e poderosos e sua palavra é forte no tricolor. Mesmo assim não pode ser eternizado no cargo. Portanto, sugiro que nosso presidente e seus aliados usem o bom senso e não apelem para este artifício jurídico. Já vimos desastres absolutistas na direção de rivais e a draga em que se encontram até agora.
O São Paulo é um clube que prima pela excelência, não pelo continuísmo.
Saudações tricolores!

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