/* --- ---- */ By Guedex: Junho 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Golpe em Teixeira

Reprodução: Blog do Juca Kfouri

Este blog não se surpreenderá se Ricardo Teixeira começar a criticar Joseph Blatter.

É que o presidente da Fifa sinalizou que não apoiará o presidente da CBF como seu sucessor, nas eleições de 2015, pós-Copa no Brasil.

Teixeira contava o apoio como certo.

Nota do blog:
Acho que JJ deveria tentar uma aproximação com Blatter. A hora é agora Juvenal!

Tem Gato na Copa de 2014

Reprodução: Portal 2014

Revista vê tentativa de fraude em licitação do Castelão

O consórcio liderado pela construtora Marquise, que desponta como favorito para a reforma do estádio Castelão, em Fortaleza, apresentou atestados técnicos falsos para obter vantagem sobre as concorrentes. A denúncia surgiu em reportagem da edição desta semana da revista “Veja”.

De acordo com a publicação, os atestados técnicos anexados à proposta da Marquise foram elaborados pela construtora CVS, que afirma ter experiência em obras de três estádios: Maracanã e Engenhão, no Rio de Janeiro, e no próprio Castelão.

Segundo a reportagem, no entanto, a empreiteira não terminou as obras nos estádios cariocas e enfrenta processo. Além disso, no estádio de Fortaleza, detinha 0,5% do consórcio que construiu somente uma garagem.

A Marquise recebeu nota máxima na classificação técnica feita pela comissão de licitação do Ceará. Os consórcios liderados por Odebrecht e Queiróz Galvão continuam na disputa. As obras do Castelão estão orçadas em R$ 452 milhões.

Nota do blog:
No dia 24 de junho publicamos uma postagem sobre as irregularidades na liberação de verbas públicas para reconstrução do Fonte Nova, e hoje a coluna De prima, do LANCE!NET, noticiou que o Tribunal de Contas da Bahia e o Ministério Público Federal estão contestando o contrato entre o governo do Estado e o consórcio OAS/Odebrecht para a reconstrução da Fonte Nova, pois apesar de a obra estar orçada em R$ 519 milhões, o governo quer pagar R$ 1,6 bilhão ao longe de 15 anos. Desse valor, R$ 400 milhões (quase 80% da obra) seriam pagos quase à vista por meio de um empréstimo com o BNDES.

Ainda há duvidas do porquê a FIFA não quer estádios parciculares na Copa?

Cicinho não está garantido na Libertadores

Segundo o UOL, Cicinho pode ter feito contra o Grêmio, sua última partida pelo São Paulo.

Ao contrário do que a diretoria tricolor havia divulgado, não há, segundo o atleta, uma cláusula que automaticamente prorroga seu contrato, que vence hoje, até o final da Libertadores.

”Não tem renovação automática. O que existe é a minha vontade de continuar. A decisão é da Roma. Ontem, meu empresário conversou com o diretor de futebol (da Roma) e ele pediu que eu retornasse para fazer a pré-temporada na Itália.”

Há alguns dias atrás o vice presidente de futebol, Carlos Augusto de Barros, declarou que Cicinho não teria seu vínculo prorrogado após a participação do São Paulo na Copa Libertadores.

“Eu não posso ficar, não jogo a Libertadores. Hoje terá uma reunião com o presidente Juvenal Juvêncio para discutir essa questão e teremos uma resposta” - finalizou Cicinho

Goldman volta a defender Morumbi como sede

Reprodução: Poder Online

Goldman: São Paulo terá Copa 2014

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), garantiu ao Poder Online que a capital paulista abrigará jogos da Copa 2014. Segundo ele, o que depender do governo do estado, logo depois de acabar o atual campeonato, as negociações em torno do Morumbi serão reabertas.

Apesar de corintiano, Goldman afasta qualquer possibilidade de o estádio Piritubão se tornar uma realidade para o campeonato de 2014:

"O Piritubão foi pensado dentro de um projeto de construção de um novo espaço de exposições em São Paulo, onde havia condições de se fazer uma arena para 40 mil espectadores, mas isso não tem nada a ver com Copa do Mundo."

Nota sobre negociações de patrocínio

Publiquei ontem aqui no blog uma postagem sobre um possível acordo entre SPFC e Samsung, e hoje recebi a informação de que a notícia é infundada. Até aí nenhuma surpresa pois de tão bom, dava para desconfiar.

Acontece que isso me fez pensar em quanto certas empresas conseguem de exposição na mídia às custas dessas especulações que envolvem o patrocínio do nosso Tricolor. Após o encerramento do acordo com a LG já foram especulados os nomes da JBS-Friboi, OGX, Nestlé, Sony, Phillps, Unimed, Emirates e tantos outros. Vocês já fizeram as contas de quanto essas empresas gastariam se tivessem que pagar por essas exposições?

Isto posto, resolvi a partir de agora não mais mencionar os nomes das empresas até que o acordo esteja assinado, apenas seu setor de atuação.

Chega de faturarem às custas do SPFC. Não que o by Guedex seja um “campeão de audiência”, mas vou me sentir menos bobo agindo assim.

A exceção será nos casos em que as postagens reproduzam matérias que não são de autoria do blog (quanto isso acontece, sempre informo no início da postagem), pois não seria correto modificar o texto de outro autor.

Lucro com Morumbi faz São Paulo depender menos de vendas de jogadores

Reprodução: Uol

Demétrio Vecchioli
Em São Paulo

Com a abertura do mercado de transferências, é natural que os torcedores dos principais clubes do país demonstrem preocupação com uma eventual saída de seus ídolos principalmente para o mercado europeu. Para depender cada vez menos da arrecadação com essas vendas com o intuito de fechar o ano no azul, o São Paulo trabalha para continuar a aumentar em 40% ao ano o seu lucro com o Morumbi.

A afirmação é do diretor de marketing do clube paulista, Adalberto Baptista, que destaca que este tem sido o crescimento médio da arrecadação com o estádio tricolor desde que a diretoria passou a usar a arena não apenas em dias de jogos. “Saímos do déficit e agora só vamos parar quando todo o espaço estiver 100% ocupado, o que deve acontecer em dois ou três anos”, assegura o dirigente, em referência ao anel inferior do estádio.

O movimento começou em 2002, mas até 2006 o estádio dava menos de R$ 5 milhões de lucro anualmente ao São Paulo. Em 2008, este valor ultrapassou os R$ 10 milhões e no ano passado superou a casa dos R$ 20 milhões. A meta este ano é chegar próximo de um lucro de R$ 30 milhões, número atingido pela receita bruta do Morumbi em 2009 (R$ 31,2 mi).

O crescimento no faturamento do Morumbi (R$ 11 milhões) de 2008 para 2009 ajudou a compensar a queda da arrecadação com venda de jogadores, que despencou pouco mais de R$ 16 milhões na mesma comparação. Com isso, o clube fechou no azul o seu balancete do último ano. A ideia é que em 2010 aconteça o mesmo, limitando a necessidade de uma grande venda.

Boa parte das obras de R$ 25 milhões que o Morumbi está recebendo durante a pausa de jogos oficiais ali por conta da Copa do Mundo estão sendo investidos em espaços comerciais. “Agora teremos buffet infantil, academia, sushi bar, temakeria e outros empreendimentos, que geram renda dentro do estádio”, conta Baptista, que afirma que de dez a doze empresas estão aportando dinheiro na arena somente nesta intertemporada.

Além dos novos espaços comerciais, o Morumbi está ganhando mais nove camarotes, que estão sendo construídos onde antes ficavam as cabines para a imprensa. De acordo com o diretor de marketing do clube, dois bancos estão realizando os investimentos para as obras. “Somente dois camarotes estão vendidos até agora, os outros não comercializei porque não tenho como garantir quando vou entregar, mas existe uma lista de espera”, garante Adalberto Baptista.

Outra fonte de renda do Morumbi, os shows internacionais, que substituem principalmente o aluguel do estádio para jogos de outras equipes, também devem ajudar fortemente a arrecadação com a arena este ano. Depois de lucrar mais de R$ 5 milhões com shows de Metallica, Beyonce e Coldplay no primeiro semestre, o clube já tem quatro reservas para o restante do ano. Artistas e datas, porém, são mantidos sob sigilo.

Kassab, o mascarado

O Circo já esta armado

Pirituba põe São Paulo na Copa-10
Pago com verba pública, secretário de Kassab viaja para a África do Sul

Eduardo Arruda
Enviado especial a Johanesburgo

Juca Kfouri
Colunista da Folha

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, nomeou seu secretário de Planejamento Urbano, Miguel Bucalem, para definir o modelo de negócio utilizado para a construção do estádio paulista da Copa-2014, em Pirituba.

Bucalem chegará no dia 5 à África do Sul em viagem oficial da prefeitura e bancada pelo erário público. A agenda do secretário municipal foi organizada pela Fifa.

O representante de Kassab vai se encontrar com dirigentes da Fifa e técnicos da prefeitura da maior cidade sul-africana. Eles vão mostrar como foi feito o planejamento financeiro para a construção e modernização dos estádios.

O prefeito chega a Johannesburgo no próximo dia 6, mas não deve participar das discussões técnicas.

Johannesburgo tem duas arenas: o Ellis Park e o Soccer City, palco da abertura e da final. Este deve servir de parâmetro para o Piritubão.

A Fifa não abre mão de realizar o jogo inaugural do Mundial brasileiro em São Paulo. Após descartar o Morumbi, a entidade articulou para "ensinar" os paulistas a como fazer seu estádio.

O modelo africano, que consumiu cerca de R$ 3,1 bilhões na reforma e construção das arenas, foi todo bancado pelos governos federal e municipal das dez sedes.

Com exceção do estádio de Nelspruit, todos os outros passarão à iniciativa privada após o Mundial e, em contrapartida, os concessionários se comprometem a manter as arenas. Em alguns casos, há a previsão de que parte das receitas das concessões volte para os cofres públicos.

A ideia da prefeitura, a Folha apurou, é realizar Parceria Público Privada para erguer o estádio em Pirituba. A administração Kassab já informou, repetidas vezes, que não investirá dinheiro para a construção da arena.

A verba viria de grupos indicados pela Fifa, e a construção deve ser responsabilidade da Odebrecht, dizem pessoas envolvidas com o negócio. Haverá, porém, licitação para a concessão e exploração do estádio.

Além disso, a prefeitura tem de resolver o problema da desapropriação da área em Pirituba para a obra, que contempla ainda construção de um centro de convenções.

Parte do terreno é usado pela iniciativa privada.

O prefeito pode fazer um DIS (Decreto de Interesse Social) para retomar a área.

À prefeitura caberá elaborar novo plano de mobilidade urbana para a criação de uma rede de transporte público para servir ao local, como exigido pela Fifa.

O projeto de mobilidade urbana apresentado pelo comitê paulista da Copa-14 à entidade prevê obras e melhorias na região do estádio do Morumbi. Essa discussão está na pauta do secretário de Kassab na África do Sul.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Bola nas costas

Reprodução: Blog do Juca Kfouri

Sabe o segundo gol brasileiro contra o Chile, com a bola lançada nas costas do lateral-direito para Robinho e deste para Kaká entregar com perfeição para Luís Fabiano fazer 2 a 0?

Pois o prefeito paulistano Gilberto Kassab parece que gostou muito e quer fazer igual.

Apesar de o governo paulista ter já agendada uma reunião com o Barão Ricardo Teixeira, também Imperador Ricardo I e Único do Brasil, para o dia 13 de julho, com a finalidade de discutir a sede de São Paulo na Copa de 2014, eis que, veloz e pela direita, Kassab marcou passagem para estar na África do Sul no dia 6 de julho.

Quer falar antes, e a sós, com o Barão Imperador.

Reflexo, talvez, já do desastre que se transforma a candidatura tucana de José Serra à presidência da República que, entre outras coisas, deixou o DEM de Kassab ao relento na escolha do candidato à vice-presidência.

Nota do blog: A diretoria do SPFC precisa ficar atenta para não virar joguete na mão desses políticos, e não se envolver na disputa eleitoral até que a situação do Morumbi esteja realmente definida.

Aos inimigos, a lei

Agora é lei, malandragem: Obras no entorno do Morumbi são sancionadas!

O governo de São Paulo, por meio do governador Alberto Goldman, sancionou no sábado passado a lei 14.163 que autoriza o governo estadual a realizar operações de crédito para a linha ouro do metrô (que chega até Butantã) e em obras de urbanização no entorno do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, na Zona Sul de São Paulo.

Com isso, o governo do estado demonstra que a exclusão do Morumbi da Copa de 2014 não alterou os planos quanto aos investimentos no Metrô e no entorno do estádio.

Samsung Arena?


A Samsung e o São Paulo Futebol Clube negociam o que pode vir a ser um dos maiores contratos de marketing esportivo já feitos no país.

Além do tradicional patrocínio na camisa, a companhia sul-coreana financiaria parte da reforma do Morumbi. Em contrapartida, emprestaria sua marca ao nome do estádio. Os valores sobre a mesa chegam a US$ 150 milhões.

Nota do blog: Tomara que dessa vez seja verdade

Fonte: spfc.net

Atualizando em 30/06/2010 11h32
A informação que tive é que a notícia é infundada.

Elefante Paulista

Em reunião na sexta na casa de Abilio Diniz, Dilma Rousseff fez uma revelação às convidadas: o BNDES financiará estádios de no máximo 40 mil lugares para a Copa de 2014, para que depois não virem elefantes brancos. A CBF de Ricardo Teixeira pressiona o Estado de São Paulo a construir arena de 60 mil lugares

Fonte: Coluna da Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Receitas com patrocínios ultrapassa meta para o 1º semestre

Segundo matéria do UOL, o São Paulo arrecadou R$ 22 milhões com patrocínios temporários no primeiro semestre de 2010, valor 10% superior ao que receberia acaso tivesse conseguido atingir a mete de obter um patrocínio de R$ 40 milhões/ ano.

O problema dessa estratégia é que com o final da Libertadores, a exposição do time na mídia deve recuar um pouco, e com ela, os valores desses patrocínio “pontuais”.

Ainda segundo a matéria, a diretoria tricolor negocia com a Bombril a extensão do patrocínio das mandas até o final do ano.

Morumbi Tour recebe torcedores na casa Tricolor

Reprodução: Site Oficial do SPFC

Vestiários, sala de imprensa e Memorial são algumas das atrações do passeio

Normalmente concorrido em dias de partidas do São Paulo FC, o Estádio do Morumbi tornou-se grande opção para os torcedores que desejam conhecer um pouco mais do clube e da magnífica história que cerca o time mais vencedor do futebol brasileiro.

A mística da casa são-paulina pode ser conferida em detalhes por meio do Morumbi Tour, projeto idealizado pela Passaporte FC em parceria com o São Paulo FC e que leva o torcedor a lugares que antes eram de acesso exclusivos.

A Passaporte FC é a agência de viagens oficial do Tricolor e que também conduz os torcedores por um tour dentro do estádio do Morumbi. A agência também comercializa pacotes para jogos da equipe fora de São Paulo.

Um passeio pela história do Morumbi, que completa 50 anos em Outubro, é programa obrigatório para todo apaixonado pelo São Paulo FC e que quer conhecer de perto a grande estrutura do templo sagrado do futebol paulista.

Da Tribuna de Honra, passando pelos vestiários, onde o torcedor tem a possibilidade de se sentir como os jogadores se sentem antes de subirem as escadas que os conduzem ao gramado para uma partida decisiva, o visitante pode viver cada momento, inclusive participando de uma disputada "cobrança de faltas" na sala de aquecimento dos atletas, rendendo prêmios e uma boa diversão.

Os vestiários, o gramado e a sala de imprensa também fazem parte do Morumbi Tour, que tem como ponto forte a visita ao Memorial de conquistas tricolor.

O passeio não pode terminar sem que o visitante curta as atrações do Morumbi Concept Hall. A Megaloja da Reebok tem as mais variadas opções que vão desde a tradicional camisa oficial a artigos como agasalhos, roupas de passeio e tudo o mais com a marca do São Paulo FC.

E se bater aquela fome? Não se preocupe, o Santo Paulo Bar é a opção ideal, oferecendo almoço, comidinhas e bebidas que não ficam nada a dever para os mais tradicionais bares da cidade.

O Copa Gastronomia & Futebol é o local perfeito para a celebração de duas das maiores paixões do paulistano: a comida e o futebol. Reunir os amigos para um bom almoço, ou aquela deliciosa pizza no final do dia é sempre uma boa pedida.

Na Livraria Nobel o tema principal é o futebol, com livros sobre o esporte mais popular do Brasil, mas livros sobre vários outros assuntos também podem ser encontrados.

Desde 2002 o Estádio Cícero Pompeu de Toledo vem passando por mudanças e otimizações que visam colocar o espaço como opção de lazer para os paulistanos.

Quer saber mais sobre o Morumbi Tour? Veja o vídeo e entre em contato.

Passaporte FC
Fone/Fax: 55.11.3739-5222

Nota Oficial

Reprodução: Site Oficial do SPFC

Nota Oficial 28/06/2010

Manifestação do São Paulo FC referente as declarações do Sr. Jerôme Valcke no último dia 26 de junho de 2010
SPFC - 28/6/2010

Sobre as declarações do Sr. Jerôme Valcke no último dia 26 de junho de 2010, temos a dizer o seguinte:

O São Paulo Futebol Clube jamais tratou como "brincadeira" o trabalho de preparação do Estádio do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014.

O São Paulo Futebol Clube é uma Instituição Séria, com décadas de História Ilibada e merecedora do mais absoluto respeito, posto que jamais "brincou" ou "brincará" no trato dos assuntos de sua responsabilidade.

Com relação às iniciativas para construção de uma nova arena na Cidade de São Paulo, convém mencionar as declarações do Coordenador do GT Paulista, Dr. Caio Luiz de Carvalho, que, em reiteradas oportunidades, classificou tais ações como "criminosas", tendo, inclusive, questionado "será que algum grupo vai investir para ter prejuízo? Só se for lavagem de dinheiro ou maracutaia.", conforme notícia veiculada em 18 de junho de 2010.

A exclusão do Estádio do Morumbi só pode ser considerada "boa notícia" por aqueles que têm interesses pouco nobres refletidos em esforços que pretendem aproveitar do mote da Copa do Mundo de 2014, com vistas à geração de "boas oportunidades de negócios", como seria o caso da construção de uma nova arena em São Paulo, na qual investimentos públicos seriam oferecidos como forma de agregar valor ao empreendimento privado cuja finalidade principal é realizar lucros em favor de "investidores" e seus "sócios".

A ganância vitima o Morumbi

Reprodução: Carta Capital

A exclusão do estádio deixa São Paulo à mercê de projetos nebulosos

Por Bruno Huberman e Rodrigo Martins

São paulo está sem estádio para abrigar os jogos da Copa de 2014, ao menos por enquanto. Em nota publicada no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na quarta-feira 16, o Comitê Organizador Local (COL) comunicou que o projeto de reforma do Morumbi foi descartado. A justificativa de Ricardo Teixeira, presidente das -duas entidades, é que o São Paulo Futebol Clube, proprietário da arena, não apresentou as garantias necessárias para a execução de um projeto orçado em 650 milhões de reais. O time paulista alega ter encaminhado um projeto substituto, de 250 milhões de reais, que nem sequer chegou a ser analisado.

A exclusão do Morumbi não parece ser apenas mais um round da velha queda de braço travada entre Juvenal Juvêncio, presidente do clube, e Ricardo Teixeira. Uma nota publicada pela Folha de S.Paulo descreve a visita de Gilberto Kassab, prefeito da capital paulista, à fazenda do presidente da CBF, onde eles teriam examinado o esboço do projeto “Piritubão”, novo estádio que seria construído para sediar a abertura da Copa, orçado em 1 bilhão de reais. Somados os investimentos no entorno, incluindo hotéis e centro de convenções, o valor chega a 6 bilhões. O encontro teria sido articulado pelo empresário J. Hawilla, amigo de Teixeira e dono da Traffic, que agencia jogadores e atua em marketing esportivo.

Por meio da assessoria de imprensa, Hawilla nega ter participado de qualquer reunião com Kassab ou Teixeira para tratar desse assunto. Também refuta a informação de que teria visitado a fazenda do presidente da CBF na companhia do prefeito.

Kassab, por sua vez, confirmou o encontro com o cartola da CBF. Afirmou, porém, que a reunião ocorreu há um ano e meio, quando admite ter discutido a respeito dos estádios cotados para abrigar os jogos do mundial. “Fizemos e faremos de tudo para que o Morumbi seja a sede de abertura, mas infelizmente as coisas não caminharam como esperávamos”, afirmou à imprensa, pouco depois de ressaltar que a prefeitura não está disposta a investir dinheiro público na construção de um novo estádio.

Indignado com a exclusão do Morumbi, o presidente do São Paulo afirmou que o novo projeto de reforma apresentado pelo clube atendia a todas as exigências da Fifa. Em comunicado oficial, Juvêncio criticou a “hipótese na qual o poder público viesse a realizar investimentos voltados a prover infraestrutura com a finalidade de agregar valor a uma arena administrada como um ‘negócio’, gerenciado com a finalidade principal de gerar lucro em favor de ‘empreendedores’ particulares”.

A novela da candidatura do Morumbi começou no início de 2009, quando o primeiro projeto de reforma, assinado por Ruy Ohtake e orçado em 135 milhões de reais, foi descartado. O clube voltou a apresentar outras três opções mais caras, prevendo a cobertura do estádio e novas intervenções. Para tanto, contratou o escritório alemão de arquitetura GMP, que projetou a reforma de três estádios para a Copa de 2006 e três para a de 2010.

Em conversa reservada, um integrante da diretoria são-paulina afirmou que o comitê organizador impôs obstáculos à opção do Morumbi desde o início. A cada nova planta apresentada, surgiam mais exigências do grupo chefiado por Teixeira, que teria imposto ao clube o projeto de 650 milhões de reais. Sem investidores ou garantias financeiras, o São Paulo tentou ainda uma sexta opção, ratificada pelo comitê paulista. Teixeira não quis avaliá-lo.

Além disso, ainda de acordo com o dirigente são-paulino, durante as negociações com o clube, investidores afirmaram que já haviam sido procurados por J. Hawilla. O empresário estaria interessado em criar um fundo privado para a construção de uma nova arena em São Paulo, capaz de abrigar os jogos da Copa. Tudo com o aval do amigo Teixeira.

De acordo com Mauro Holzmann, diretor de novos negócios da Traffic, a informação não procede. “Nossa empresa é uma prestadora de serviços. Limita-se à venda de espaços publicitários nos estádios e de camarotes e cadeiras especiais. Além disso, temos um contrato de exclusividade com a WTorre,- responsável pela construção da arena do Palmeiras, que nos impede de fazer esse tipo de negócio com outro clube paulista ou da Baixada Santista.”

Na avaliação do deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), presidente da subcomissão na Câmara para a fiscalização da Copa, as exigências para a reforma do Morumbi foram muito maiores que as impostas a outros estádios brasileiros e, também, aos da Copa da Alemanha e da África do Sul. “Está claro que foi uma decisão política, e não técnica. O São Paulo teve razão em não aceitar esse projeto de 650 milhões de reais, que é um valor absurdo”, afirma. “É muito suspeito que essa decisão tenha sido divulgada enquanto a atenção de todos está voltada para outra Copa.”

A mesma suspeição foi manifestada pelo presidente Lula. “Eu não acredito que um estádio rico como o do São Paulo, que já coube 100 mil pessoas, não sirva para a Copa. Realmente, eu acho estranho”, afirmou Lula, que chegou a visitar o Morumbi ao lado de dirigentes são-paulinos, manifestando apoio à candidatura.

Com a exclusão do Morumbi, não existem estádios de pé em São Paulo que tenham condições de promover o jogo inaugural. Tombado pelo Patrimônio Histórico, o estádio municipal do Pacaembu não pode sofrer grandes intervenções em sua estrutura. A Arena Palestra, do Palmeiras, tem previsão de ser inaugurada em 2012, antes da Copa das Confederações. O estádio terá, porém, capacidade para abrigar apenas 45 mil torcedores, ao passo que a Fifa exige, no mínimo, 65 mil lugares na abertura. “O Palmeiras oferece seu estádio para ser sede da Copa, e não para abrir os jogos”, esclarece Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do clube.

Diante do impasse, restam duas alternativas: a construção de um novo estádio na capital paulista ou a transferência da abertura para o Maracanã, no Rio de Janeiro, que já deve receber o jogo de encerramento. Isso porque apenas essas duas cidades possuem uma rede hoteleira e de infraestrutura capaz de receber os turistas e torcedores de acordo com as determinações da Fifa.

Resta saber se, na hipótese de a primeira opção vencer, os governos municipal e estadual manterão a promessa de não injetar dinheiro público num projeto que, ao que tudo indica, deve beneficiar interesses privados. Ou pior: de patrocinar mais um elefante branco que corre o risco de ficar ocioso após o mundial, a exemplo do Engenhão, no Rio, erguido para o Pan-Americano de 2007.

Inimigo à mostra

Reprodução: Painel FC

A escolha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice de José Serra à Presidência da República pode trazer problemas a Ricardo Teixeira caso os tucanos triunfem. Dias, um dos que comandaram as CPIs que investigaram o futebol brasileiro no início desta década, tem projeto que obriga a CBF a se transformar em empresa.

"A CBF é uma entidade que arrecada muito e não ajuda ninguém, não ajuda os clubes", afirmou Dias, que pretende obrigar a entidade a destinar 15% das receitas com jogos da seleção e 10% da arrecadação de patrocínios para um fundo de apoio aos times do país.

domingo, 27 de junho de 2010

Frase da semana

Vamos exigir da Fifa que aceite o Morumbi.

Raquel Rolnik, urbanista sobre sobre a exclusão do Morumbi da Copa 2014 – 24/06/2010

Nota do blog: Raquel Rolnik é urbanista, professora da FAU/USP e relatora da ONU para o direito à moradia

sábado, 26 de junho de 2010

Com facilidades pré-Libertadores, São Paulo quer 60 mil sócios-torcedores

Pioneiro no programa sócio-torcedor no Brasil, o São Paulo promete novidades para atrair novos associados ao clube. De acordo com o diretor de marketing tricolor, Adelberto Baptista, o São Paulo negocia a instalação de novos postos de recarga do cartão sócio-torcedor já para a segunda partida semifinal da Copa Libertadores, contra o Internacional, no dia 5 de agosto.

Atualmente o sócio-torcedor tem um cartão que pode ser recarregado via internet ou nos guichês do Morumbi com ingressos para jogos do São Paulo em seu estádio. No dia da partida, basta encostar o cartão no visor da catraca, como acontece no sistema de transporte público da capital paulista. A ideia da diretoria é que, já a partir de julho, as recargas sejam feitas também em postos espalhados pela cidade, em parceria com uma empresa ainda mantida sob sigilo, mas que tem diversos pontos de varejo em São Paulo.

Além disso, haverá venda de ingressos prioritária a sócios-torcedores. Por duas semanas, somente os associados ao plano tricolor poderão adquirir entradas para o jogo contra o Internacional. A carga que não for adquirida então será disponibilizada ao torcedor comum. Com tais facilidades em um momento chave da equipe, a diretoria planeja um forte crescimento no número de novos sócios.

Além das facilidades na compra de ingresso (o associado paga meia entrada), o sócio-torcedor do São Paulo tem uma série de benefícios, entre brindes e promoções. De acordo com o diretor de marketing do clube, essa política de relacionamento faz do programa tricolor diferente do de outros clubes do país: “No São Paulo nós oferecemos uma série de vantagens, enquanto em outros, que até têm mais sócios, dão como único benefício o ingresso mesmo”.

Essa reestruturação gradual do programa no São Paulo tem trazido resultados significativos. De acordo com o balanço financeiro de 2009, o projeto sócio-torcedor foi responsável pela sexta maior fonte de renda do futebol tricolor, atrás de patrocínios, cotas de TV, negociação de jogadores, arrecadação de jogos e licenciamento da marca. No ano passado, o programa arrecadou R$ 5,314 milhões.

Em cinco anos, o rendimento do programa sócio-torcedor tricolor cresceu 327%, ainda de acordo com o balanço financeiro de 2009. Variação maior só do licenciamento da marca. “Este ano, com as novidades, estamos tendo uma chegada de 1,5 mil a 2 mil novos sócios por mês e isso deve crescer na véspera do jogo da Libertadores, ainda mais se chegarmos à final”, conta Baptista.

A expectativa do dirigente é que o programa cresça 50% até o final do ano. “Hoje temos quarenta e tantos mil ativos, que pagam em dia, e queremos chegar a 60 mil sócios adimplentes”, explica Adalberto, que refuta, porém, a possibilidade de partidas importantes terem todos os ingressos consumidos pelos associados antes de chegarem ao torcedor comum. “Raramente passa de 15 a 20 mil sócios que compram ingresso, porque muitos são de fora de São Paulo e estão conosco pelo relacionamento. No máximo em uma final de Libertadores pode acontecer um afluxo maior, mas não que adquira todas as entradas”, conclui.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Pelas costas

Reprodução: Painel FC

Só burocracia
Quem participa das negociações para São Paulo ser a abertura da Copa- -2014 diz que dinheiro, de fato, não é problema para erguer um novo estádio. A verba, segundo afirmam, viria de parceiros indicados pela Fifa, e a obra caberia à Odebrecht. A questão é resolver a desapropriação da área onde seria erguida a arena.

Canetada
Na CBF, comenta-se que o abacaxi está nas mãos de Gilberto Kassab e que é o prefeito que o comitê paulista deve pressionar para o negócio sair. O que se diz com todas as letras na entidade é que, logo após a Copa-2010, haverá uma definição do caso com a vinda de Ricardo Teixeira a São Paulo.

Dois coelhos
Na África do Sul, a avaliação de cartolas paulistas é a de que o prefeito de São Paulo matou, com uma cajadada só, o Morumbi e o Palestra Itália para a Copa-14 ao mostrar o "Piritubão" para Teixeira. E beneficiou o Corinthians.

Aqui...
Um exemplo do que a Fifa quer em São Paulo pode ser visto em Durban, onde a seleção atuará hoje contra Portugal. O belo estádio Moses Mabhida foi erguido bem ao lado de um outro bom estádio, o dos Sharks, equipe de rúgbi local, que poderia até ser usado na Copa.

...e lá
O problema é que, como o Morumbi, o estádio é particular e não poderia gerar receitas para quem fosse investir nele.

Nota do Blog: Lembrem-se que este ano teremos eleições

Ouço música no ar: Por debaixo dos panos

Olhando para o próprio umbigo

Reprodução: Direto da fonte, Estadão

Vuvuzela rouca

Até a Independente, maior torcida organizada do São Paulo Futebol Clube, virou as costas para o Morumbi.

Luis Cláudio Lacerda, torcedor-presidente, diz que está "lavando as mãos" para a exclusão do estádio na Copa de 2014. "Os preços dos ingressos aumentariam demais e a nossa torcida não poderia usufruir."

quinta-feira, 24 de junho de 2010

São Paulo FC arrecada donativos em prol das vítimas das chuvas no Nordeste

Reprodução: Site Oficial do SPFC

A urgência maior é pela doação de alimentos de consumo imediato

SPFC - 24/6/2010

O São Paulo FC, em parceria com a Defesa Civil da cidade de São Paulo, promove uma campanha de arrecadação de donativos em prol das vítimas das chuvas que atingiram a região nordeste do país, em especial os estados de Alagoas e Pernambuco.

A urgência maior é pela doação de alimentos não-perecíveis, alimentos de fácil consumo, produtos de limpeza e de higiene pessoal. Itens como leite em pó, enlatados, barras de cereais, achocolatados, sabonete, creme dental, escova de dente e cestas básicas são os mais importantes no momento.

A arrecadação acontecerá no portão 1 do Estádio do Morumbi, a partir desta sexta-feira das 14 às 18 horas. Depois se estenderá pelos dias seguintes, das 9 às 18 horas, até o dia 02/07.

O clube espera repetir os resultados das campanhas que ajudaram as vítimas das enchentes em Santa Catarina, em 2008, no Norte e Nordeste em 2009, e no Rio de Janeiro, no começo de 2010, quando mais de 600 toneladas de donativos foram arrecadados.

Para Ministério Público, empréstimo para construção da Fonte Nova é ilegal

As procuradoras da República Juliana Moraes, Melina Flores e a promotora pública Rita Tourinho (MP-BA), alertam que é ilegal o repasse do financiamento pelo governo baiano ao consórcio OAS/Odebrecht, vencedor da licitação de parceria público-privada com proposta única. Baseadas na lei de parceria público-privada (11.079/04), elas entendem que o estado só poderia repassar os valores após a conclusão do estádio.

“A contraprestação da Administração Pública será obrigatoriamente precedida da disponibilização do serviço objeto do contrato de parceria público-privada”, diz o artigo 7º da lei.

Fonte: Portal 2014

Político sujo...

Sonia Racy, do jornal O Estado de S.Paulo, publicou hoje em sua coluna que Gilberto Kassab teria comunicado à Fifa que já teria conseguido as garantias bancárias para a construção de um novo estádio em Pirituba com capacidade para 60 mil espectadores.

... cidade limpa?

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É hora de pressionar Gilberto Kassab. Divulguem!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Situação de Arouca pode ir parar na justiça

A possível contratação em definitivo do volante Arouca por parte do Santos junto ao São Paulo tem tudo para se tornar uma novela e pode acabar nos tribunais.

O advogado do Santos, João Vicente Gazolla, declarou que os direitos econômicos do volante estão divididos entre São Paulo (40%), MFD Investimentos Esportivos (40%), e jogador (20%), e garantiu que o Peixe tem a preferência para adquirir 60% dos direitos econômicos do atleta, por 3 milhões de euros (cerca de R$ 6,5 milhões), até o fim de agosto. Esta porcentagem corresponde à soma dos montantes dos investidores e do atleta.

“Existe a preferência, mas não é com o São Paulo. É a parte do Arouca mais a do investidor, por 3 milhões de euros. O que me tranquiliza é que o São Paulo concordou com isso e renunciou o direito de preferência desses 60%, o que significa que repassou esse direito ao Santos, até o fim de agosto. Estamos respaldados contratualmente” - explicou.

“Caso haja uma proposta alta do exterior, nós pagamos três milhões de euros e recebemos 60% do valor pago por esse suposto time” - complementou o advogado santista.

Segundo o LANCE!NET, há ainda uma outra cláusula em que caso o Alvinegro não exerça a preferência pela compra dos 60% acordados em contrato, o clube tem direito a 20% de uma futura transação de Arouca para outra equipe.

Até onde eu sei, mesmo que o Santos adquira os direitos econômicos do jogador, o São Paulo não é obrigado a ceder os direitos federativos, uma vez que o atleta tem contrato até o início de 2014. E é aí onde a coisa pode se arrastar.

Realmente a bruxa esta solta lá para os lados do Morumbi...

Tela Quente: Dunga em um dia de fúria


Parabéns ao autor!

terça-feira, 22 de junho de 2010

São Paulo rejeita oferta do Santos por Arouca

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o Tricolor recusou a oferta pelo volante Aroura que está emprestado ao time da Vila Belmiro até o final da temporada.

O vínculo de Arouca com o São Paulo vai até o início de 2014 e o Santos tem até o dia 31 de agosto para exercer a opção de compra.

"O Santos ofereceu menos do que o acordado, que é cerca de US$ 4,5 milhões (R$ 7,99 milhões), e não aceitamos" - afirmou Marco Aurélio Cunha.

Para rir um pouco

Com a parada do futebol local, a situação do Morumbi acabou dominando a pauta do blog.

Para dar uma “relaxada” os convido para rever as charges já publicadas aqui no blog e algumas que foram criadas antes do “by Guedex” entrar no ar.

Espero que se dirvitam.

Para ir ao Acervo de Charges, clique aqui.

Marco Auréliuo Cunha X José Dirceu

Reporodução: Painel do Leitor da Folha de São Paulo

Copa-2014

A escolha do estádio do Morumbi para a Copa-2014 partiu do governo municipal e estadual de São Paulo e foi apoiado pelo governo federal. O presidente Lula esteve pessoalmente no estádio prestigiando a sua indicação para a Copa.

O senhor José Dirceu ("Painel do Leitor", 19/6) distorce os fatos, acusando o PSDB e o DEM de incapacidade para tal gestão, e antecipa a impossibilidade do Morumbi e do Pacaembu para a candidatura à Copa de 2014. Mas se esquece de citar arenas de papel a serem erguidas em lugares impróprios e o Engenhão, construído para o Pan-Americano, ao custo estimado de R$ 800 milhões, com dinheiro público federal, e que não é adequado nem para clássicos estaduais do Rio.

Defende o senhor Dirceu parcerias público-privadas, nas quais o público entra em clara deturpação do benefício ao cidadão, priorizando oportunidades de negócios que hoje consultores influentes propõem.

Possivelmente haja interessados em um novo negócio em Guarulhos, excluindo a capital de São Paulo da Copa do Mundo, abrigando-a na vizinhança.

A cidade de São Paulo e seus cidadãos têm de estar atentos a essas manobras nebulosas, com declarações de caráter partidário, onde subentendido está o lucro de alguns contra o benefício da maioria da população. O que faz o senhor José Dirceu?

Marco Aurélio Cunha, vereador, líder dos Democratas na Câmara Municipal (São Paulo, SP)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Caso Oscar: São Paulo entra com recurso

Conforme o esperado o São Paulo entrou com recurso para tentar recuperar os direitos federativos de Oscar, que recentemente assinou contrato com o Internacional de Porto Alegre.

Segundo Marcel Belfiore, advogado do clube, ainda não há data prevista para que um colegiado de desembargadores aprecie o caso, e até que isso aconteça o jogador poderá atual normalmente pelo clube gaúcho.

Belfiore, disse ainda que a decisão final sobre o caso Oscar poderá demorar anos.

“O melhor nesse caso seria um acordo entre o Oscar e o São Paulo, mas acredito que, pelo que já vi, seja algo praticamente impossível” - concluiu o advogado são-paulino.

Ellis Park: um estádio fora de padrões da FIFA e de segurança

Reprodução: Portal 2014

Ontem foi o jogo da Argentina x Nigéria, que acabou em 1 x 0 para o time argentino.  Como esperado, nós voluntários pudemos entrar tranquilamente para assistir à partita nos assentos vazios.

Foi minha primeira visita ao estádio e foi uma grande surpresa. Pelo que já tinha visto era o pior estádio para essa copa, mas o tanto de problemas que o estádio apresenta e por não estar cumprindo as exigências mínimas de segurança estipuladas pela FIFA, é preocupante. Num caso de emergência, sem dúvida, aconteceria alguma desgraça ali.

Tirei algumas fotos, durante os erros mostrando alguns desses problemas:

Em alguns trechos, não há degraus intermediários aos grandes espelhos da arquibancada. Vi muitos senhores de idade com dificuldades de subir, inclusive tivemos que ajudá-los.

Ainda sobre a arquibancada, o espaço para as pernas dos torcedores é pequena demais e aqui se assiste sentado (diferentemente do Brasil). Não podemos ficar em pé, e apesar de perder um pouco da animação, torna-se mais confortável de assistir, principalmente para os baixinhos.  Como o espaço é pequeno, muitas pessoas tem que pisar nas cadeiras do degrau de baixo caso queiram sair para  comprar alguma coisa ou ir ao banheiro no meio do jogo. Para piorar ainda mais a situação, as cadeiras são frágeis, feitas de um plástico mole e, por isso, o estádio já apresenta cadeiras com rachaduras. As cadeiras não tem os assentos que se levantam junto com o torcedor, garantindo que esse espaço seja pequeno sempre.

Teoricamente o estádio não tem pontos cegos. Mas isso só acontece se ele estiver vazio. Próximo de onde estava sentada, havia um câmera da FIFA, que obstruia a visão de muitos jogadores, que tinham que se levantar caso o jogo rolasse de um lado do campo. O mesmo acontecia lá embaixo. Seguranças que estavam presentes para evitar a invasão do campo de jogo, se sentavam durante a partida para que não atrapalhasse a visão dos torcedores que ficavam atrás dos gols. Já na laterais do campo, as primeiras fileiras foram inutilizadas e cobertas para que isso não acontecesse ali também – ou seja, para que os seguranças pudessem ficar ali, o estádio perdeu as fileiras mais próximas! No soccer city as fileiras mais próximas também foram cobertas.

Fim do primeiro tempo e sai todo mundo na correria para ir ao   banheiro e comprar mais cerveja.  Banheiros para deficientes eu não vi nenhum. Não posso dizer que não tem, pois não vi o estádio todo. Mas em todos por todos os lugares que passei, não vi nada que facilite a vida dos cadeirantes.

Os banheiros tem 3 vasos por banheiros, quantidade bem menor do que vemos em estádios normalmente. Todos com portas estreitas e vários com degraus.

As rampas de acesso parecem ter inclinação para carro – ou seja, já é ruim para pedestres, ainda mais para cadeirantes.

As escadas são completamente irregulares a qualquer regra para incêndio. Não há sinalização adequada do andar em qual você está, há degraus entre a escada e o corredor de circulação, as poucas placas, que não dão muita informação, estão caindo ou não existem, iluminação de emergência não há em vários trechos.

Está bem confusa a sinalização das arquibancadas, não há uma numeração tão boa dos degraus, como há no Soccer City. Colocando lado a lado, qualquer problema do Soccer city passaria despercebido pela quantidade de “infrações” à segurança e ao caderno de encargos da FIFA.

O estádio Ellis Park tem capacidade de 62.000 torcedores e ontem foi anunciada a presença de quase 56.000 espectadores. Independente de qualquer irregularidade, a noite o estádio ficou bem iluminado a noite. É um estádio que tem muitas construções ao redor e, por isso, sofre um pouco no momento em que acaba a partida. No entanto, demorou um pouco, mas as coisas funcionaram bem pois, felizmente, muitos argentinos permaneceram dentro do estádio cantando.

 

Lilian Oliveira

Arquiteta e Urbanista, estudiosa de tecnologia e gestão de estádios esportivos.

Metrô 2014

Reprodução: Folha de São Paulo

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos esclarece que diferentemente do que foi publicado em "Metrô muda plano após veto a Morumbi", em 18/6 [pág. C1] a linha 6-laranja não passará por Pirituba. Não há qualquer projeto ou estudo que preveja a ligação da estação Pirituba da linha 7-rubi da CPTM com a linha 6-laranja.

A distância porta a porta entre a estação Morumbi da linha 4-amarela e o estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) é de 1,5 km e não cerca de 3 km, como informado pela reportagem. Todas as linhas em desenvolvimento são importantes para a consolidação do Plano de Expansão e do conceito de rede integrada. O traçado e o cronograma das linhas 6-laranja e 17-ouro não foram modificados em função da Copa do Mundo.

Márcia Borges
Assessora de imprensa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos

Resposta do jornalista Evandro Spinelli
A linha 6-laranja terá ligação com o futuro centro de convenções de Pirituba e a linha 7-rubi por monotrilho a ser construído pelo concessionário do empreendimento. A informação da mudança do cronograma é do governador Alberto Goldman (PSDB). Sobre a distância da estação São Paulo-Morumbi do estádio, leia seção "Erramos"

Nota do blog: É uma confusão só. Ninguém fala a mesma língua. Em quem acreditar?

Alguém tem que ceder

Reprodução: Portal 2014

A novela São Paulo na Copa 2014 segue, segundo a sinopse inicial, com algumas surpresas para melhorar o IBOPE.

Reitero aqui o já colocado anteriormente: o Morumbi não será o palco do jogo de abertura que tampouco será em São Paulo.

Se houver uma reviravolta total, na novela, a abertura será em São Paulo e no Morumbi.

Não existe mais qualquer viabilidade técnica e econômica para uma nova arena em São Paulo, com capacidade para mais de 65 mil lugares, pronta antes de 2014.

O problema não está apenas no estádio, porém na infraestrutura de acesso.

Com infraestrutura pronta e área para abrigar o estádio e seus acessórios existem duas na cidade de São Paulo e já levandadas como hipóteses: o local onde está hoje o CEASA e outro a área do Jockey Clube de São Paulo. O primeiro é hoje de propriedade federal e dependeria da mudança do centro de abastecimento para outro local, mais distante, com uma localização logística supostamente mais aproriadada. Estudos já foram feitos e abandonados. Poderiam ser retomados. Mas não há mais tempo para 2014.

A área do Jockey Clube de São Paulo é privilegiada e está carregada de dívidas municipais. O Poder Público poderia desapropriar e promover uma PPP para a edificação de um completo esportivo e de lazer. Em tese viável, na prática impossível. Só a tentativa de construir torres na parte lateral já foi embargada por tombamento histórico.

Uma alternativa, ainda que com área menor, seria a Chácara do mesmo Jockey, que fica muito próxima da estação Vila Sônia, da linha amarela (4) do Metrô. São cerca de 150 mil m2, onde a entidade pretende implantar um conjunto residencial com 648 unidades. Não caberia uma arena para a abertura, mas poderia ser uma alternativa do tipo “Engenhão”.

Restariam áreas mais distantes, como a área de Pirituba e algumas na Zona Leste. Todas com deficiências de infraestrutura.

E se é para ir para a Zona Norte, por que não Caieiras onde a Camargo Correa possue uma imensa área, onde até propõe como alternativa para o terceiro aeroporto metropolitano?

São todas alternativas que não ficam em pé quando desenvolvidos os projetos de arquitetura e engenharia, os estudos de viabilidade econômica e ambientais.

Em todas as cidades sede, fora São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, onde os estádios são privados, os respectivos Governos Estaduais assumiram os encargos e riscos de construir ou reformar os estádios.

Seja na forma direta, como Manaus e Cuiabá, como na forma de concessões admistrativas – uma modalidade PPP.

Na concessão administrativa, o parceiro privado faz o investimento, em área do Estado e esse se compromete a suprir uma mesada durante o período da concessão. Na prática dilui no tempo os encargos públicos.

Ao fim do contrato o investimento é revertido para o Estado.

A FIFA e a CBF pressionam para que o Poder Público aporte recursos para os estádios, seja na forma direta ou mediante as PPPs. Por isso fazem carga contra os estádios privados, procurando inviabilizá-las.

Joga com o elemento prestígio: para poder sediar jogos da Copa os respectivos Governos deveriam aportar recursos nos estádios.

A briga principal é em São Paulo, onde Governo Estadual e Municipal não se dispõem a colocar dinheiro presente ou futuro nos estádios, concentrando os recursos na infraestrutura.

Para forçar essa participação a CBF desqualifica o Morumbi. Mas diz que São Paulo não está fora. Pressionando para uma solução pública.

Por mais que existam alternativas não há tempo útil para implantar uma nova arena, com mais de 65 mil lugares, antes de 2014, com recursos públicos. Só o processo de licitação, iniciado agora levará mais de um ano.

É uma questão polêmica e nenhum processo desses passará incólume a ações populares, oposição do Ministério Público e de contestações de concorrentes perdedores.

O “Piritubão” é uma fantasia de quem não conhece a área e se recusa a fazer contas sérias. Se o fizerem verão que o empreendimento é inviável economicamente, dentro de prazos razoáveis de concessão (até 35 anos).

Significará que se pretende que o Poder Público coloque dinheiro orçamentário, vale dizer dos tributos, sem retorno econômico, para ter a abertura da Copa 2014. Valerá a pena?

A sociedade paulistana, ou melhor, os contribuintes paulistanos concordarão?

O que poderia ser uma Copa 2014, no Brasil, mas sem São Paulo?

Na realidade é tudo um jogo de forças e de cena.

No processo alguém tem que ceder.

Jorge Hori

domingo, 20 de junho de 2010

Frase da semana

A Justiça é filha do Tempo. O Tempo é o Senhor da Razão. O Tempo dirá. E nós também.

Juvenal Juvêncio, sobre sobre a exclusão do Murumbi da Copa 2014 – 16/06/2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Você realmente ama o São Paulo Futebol Clube?

O São Paulo esta prestes a perder uma grande oportunidade para dar um saldo evolutivo, que só será possível com a melhora das condições de acesso e conforto em seu estádio.

E porquê isso pode acontecer? Simples, pela falta daquilo que há de mais material neste mundo: Dinheiro. Ou melhor, a falta dele.

Nós não temos dinheiro para reformar nosso magnífico Gigante, o Maior do Mundo, o Cícero Pompeu de Toledo. E por ironia, toda essa polêmica esta acontecendo juntamente no ano em que esse jovem senhor completa seu cinqüentenário.

Culpa de quem? A resposta, dura e direta é uma só: nossa.

Nós, que declaramos amor ao Tricolor e tanto exigimos dele, muito pouco lhe damos de volta. Será que isso é amor?

Hoje, o programa Sócio Torcedor do SPFC possui quatro planos cujas mensalidades variam de R$ 15,00 à R$ 25,00 de acordo com os benefícios que cada plano proporciona.

O plano "Light", que dá direito a uma camiseta oficial do Sócio Torcedor, descontos na aquisição de ingressos e em estabelecimentos conveniados, tem uma mensalidade de R$ 18,00. Esse valor equivale a quatro cervejas, e nós, durante um mês, com certeza gastamos muito mais do que isso pagando cervejas a nossos amigos corinthianos, palmeirenses, santistas e etc.. Já pensou nisso?

Estima-se que a torcida Tricolor seja de aproximadamente 16 milhões de pessoas, e portanto, se apenas 10% dos torcedores se tornassem sócios torcedores, a um ticket médio de R$ 19,25, o SPFC arrecadaria anualmente mais de R$ 360 milhões. Muito? Está bem: se reduzirmos para 5%, ainda seriam mais de R$ 180 milhões por ano somente nessa rubrica!

Não é nosso estádio que precisa de reforma, é nosso palco, é nossa casa! E essa casa de que tanto nos orgulhamos é enorme.

Pensando bem, talvez a reforma mais urgente neste momento seja no nosso jeito de amar o São Paulo Futebol Clube.

Para saber mais sobre o programa Sócio Torcedor do SPFC visite: http://www.sociotorcedor.com.br e aproveite que você já esta lá e filie-se. O São Paulo e os são-paulinos agradecem.

Teixeira vai parar na Justiça por causa de dívidas de restaurante

Reprodução: Folha de São Paulo

Hudson Corrêa
Do Rio

A Justiça Federal bloqueou as contas de um restaurante que pertencia ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê Organizador Local da Copa-14, Ricardo Teixeira, devido à dívida de R$ 57.100 com a Previdência Social.

Teixeira também responde pelo débito na ação judicial.

O advogado da City Port Bar e Restaurante, que funciona no centro do Rio, afirma que o presidente da CBF deixou o negócio em dezembro do ano passado.

A decisão judicial foi tomada em novembro, ou seja, quando Teixeira ainda não estava afastado da empresa, como apontam documentos obtidos pela Folha.

Entre a ordem judicial e o bloqueio, decorreram cinco meses. O Banco Central vasculhou quatro contas e bloqueou R$ 28.900 disponíveis entre 20 e 22 de abril. Em duas agências, não havia saldo. Com isso, não foi possível levantar o total do débito.

A dívida do restaurante é referente às contribuições obrigatórias para a Previdência e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no período de novembro de 2005 a abril de 2006.

O INSS entrou com uma ação judicial de cobrança contra Teixeira e a empresa em março de 2008. Logo em seguida, a Justiça mandou citar o presidente da CBF e do COL. Tanto na residência dele quanto na confederação, foi informado que o dirigente estava no exterior, sem previsão de volta ao Brasil.

As contas do restaurante já tinham sido alvo de devassa na CPI do Futebol, em 2001, que apurou empréstimos de US$ 900 mil concedidos no exterior à empresa.

Segundo o relatório da CPI, o City Port Bar não tinha condições financeiras de bancar as operações das quais o presidente da CBF foi avalista. No fim da apuração, a CPI recomendou fiscalização à Receita Federal.

Não há informação sobre quais foram as ações do fisco a partir das recomendações.

Por quê?

Reprodução: Folha de São Paulo

Saiba tudo (ou quase) sobre o panorama político da Copa-14 e entenda por que o Morumbi foi excluído

1 Quantos estádios da Copa de 2014 serão bancados por verba pública?
Até o momento, nove. Nesses casos, haverá uso de verba do BNDES -até R$ 400 milhões- e o restante será bancado pelos governos estaduais e municipais.

2 Quais são os problemas técnicos do Morumbi?
O principal problema apontado pela Fifa e pelo Comitê 2014 está relacionado às falhas de visibilidade das arquibancadas.

3 Por que o São Paulo não eliminou os pontos cegos nos projetos que levou à Fifa?
Para eliminar totalmente os pontos cegos seriam necessárias intervenções profundas que acabariam onerando muito a reforma.

4 Que tipo de intervenções?
Rebaixamento do gramado e reconstrução dos anéis inferiores da arquibancada.

5 Em quanto aumentaria o custo da reforma?
No quarto projeto apresentado, que não previa eliminação de 100% dos pontos cegos, o custo era de cerca de R$ 350 milhões. No quinto projeto, aprovado pela Fifa para as semifinais, o orçamento saltou para R$ 630 milhões, valor suficiente para construir um novo estádio, com capacidade menor que a atual.

6 Por que o São Paulo não apresentou garantias financeiras para o projeto que agradou ao Comitê 2014?
Porque considerava economicamente inviável investir R$ 630 milhões na reforma, além de não ter conseguido parceiros privados suficientes para bancá-los.

7 Então foi esse motivo que levou o clube a apresentar um projeto final mais modesto?
Sim. O sexto e último projeto apresentado previa gastos de somente R$ 265 milhões, mas era inferior tecnicamente até mesmo ao quarto projeto. Não previa rebaixamento do gramado nem intervenção na arquibancada.

8 Por que o comitê não aprovou o último projeto?
O sexto documento nem sequer foi examinado. O presidente do comitê, Ricardo Teixeira, afirmou que o prazo de apresentação de projetos expirou. Mas, curiosamente, disse ainda estar disposto a avaliar novos projetos apresentados por São Paulo.

9 Com tantos problemas, a decisão de excluir o Morumbi foi somente técnica?
Não. O último projeto apresentado pelo São Paulo não corrigia os problemas de visibilidade. Mas na África do Sul-2010 e na Alemanha-2006, há exemplos de estádios com pontos cegos. Se a Fifa usasse o mesmo critério para o Brasil, não haveria motivo para excluir o Morumbi do Mundial-2014, apenas do jogo de abertura e de partidas importantes.

10 Então, quais são os motivos políticos que levaram à exclusão do estádio?
O principal deles está ligado ao péssimo relacionamento entre Ricardo Teixeira e o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.

11 Por que Teixeira e Juvenal são rivais políticos?
Porque o presidente do São Paulo apoiou Fábio Koff na eleição do Clube dos 13, enquanto Teixeira apadrinhou a candidatura de Kléber Leite. Não foi mera coincidência os primeiros boatos de exclusão do Morumbi terem surgido logo após a derrota de Leite.

12 Por que a Fifa também criticou o Morumbi?
Porque trabalha em consonância com Teixeira, que é, inclusive, candidato à presidente da entidade em 2014, e a construção de uma arena na cidade atrai mais negócios e parceiros para a Fifa do que uma simples reforma.

13 E por que o governo paulista não constrói um estádio novo?
Diferentemente da maioria das sedes, São Paulo já tem vários estádios. Consumir dinheiro público em mais um significa encarar a resistência da opinião pública. A ausência de uma nova praça seria compensada pelo fato de a cidade possuir melhor infraestrutura para receber a abertura do que as rivais Belo Horizonte e Brasília.

14 Com o Morumbi vetado, São Paulo corre o risco de ficar fora da Copa de 2014?
Não. Teixeira garantiu anteontem que a cidade será sede e ainda aposta que realizará a abertura

15 Quais são as opções de São Paulo para receber o jogo de abertura?
A princípio, somente uma: o estádio de Pirituba. Mas, para viabilizá-lo, o comitê paulista busca parceiros privados que arquem com cerca de R$ 1 bilhão para construir uma nova arena para ao menos 65 mil pessoas.

16 E as outras alternativas?
Se abdicar da abertura, São Paulo ampliará seu leque de opções com estádios com capacidade inferior a 65 mil pessoas. A arena do Palmeiras, que deve começar sua obra em breve e já conta com parceiro privado, é a principal. O Pacaembu corre por fora.

17 O Corinthians pode se beneficiar com 2014 ?
Sim. Andres Sanchez é muito próximo a Ricardo Teixeira. Mas o clube estuda três possibilidade de erguer seu estádio. Em Itaquera; em Guarulhos, com financiamento do banco Banif; e em Pirituba. Neste caso, o clube teria que encontrar, junto à Prefeitura, um parceiro privado.

18 Qual é a vantagem de sediar a abertura da Copa?
Receber o Congresso da Fifa e mais negócios e turistas que qualquer outra sede do Mundial.

19 Por que Belo Horizonte é azarão na corrida pelo jogo inaugural de 2014?
Porque a cidade possui um número insuficiente de hotéis para o evento. E esse é um problema difícil de ser contornado pois talvez não haja interesse do setor privado em construir hotéis, que, após o Mundial, ficarão ociosos.

20 Por que Belo Horizonte continua no páreo?
Porque o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB) é amigo pessoal de Ricardo Teixeira. O novo Mineirão, orçado em R$ 426 milhões, já foi aprovado pela Fifa e tem garantias financeiras.

21 Brasília tem problemas para sediar a abertura?
Sim. Após o governador José Roberto Arruda ter sido cassado, o governo do DF passou por turbulências que enfraqueceram a candidatura. Mas o projeto do Mané Garrincha impressiona o comitê: custa R$ 702 milhões e é o mais caro entre todos de 2014.

22 O Rio também concorre à sede da abertura?
Oficialmente, não. Mas políticos de SP, DF e MG sabem que, se não apresentarem um bom projeto para abertura, o Rio pode se transformar numa solução.

23 Por que o Comitê 2014 não anuncia logo qual cidade será a sede da abertura?
Isso só será anunciado em 2011, após as eleições para presidente.

24 Esse atraso no anúncio afeta o cronograma?
Talvez sim. A cidade escolhida para sediar a abertura terá só dois anos para se preparar para a Copa das Confederações.