domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mico à vista

Reprodução: Paulo Vinícius Coelho, Folha.com

Só no dia 1º de abril, isso se a promessa for cumprida, a obra em Itaquera estará andando

Já há muita gente dizendo, nos corredores dos comitês de Copa do Mundo, que a abertura e a final, em 2014, acontecerão no Maracanã.
Ninguém dirá isso oficialmente antes de 2012, mas ainda não vale pagar para ver o primeiro jogo do Mundial em São Paulo, na Bahia, em Brasília.
Enquanto não existe a certeza de que o Maracanã fará também a abertura, duas coisas concretas acontecem em São Paulo.
1) Arena Palestra e Morumbi têm obras a pleno vapor, sem nenhum centavo de dinheiro público.
2) Andres Sanchez diz, desde setembro, que no mês que vem dará a informação sobre a origem do dinheiro para o complemento do Fielzão, de 48 mil para 65 mil lugares. Suas declarações lembram os cartazes expostos nas paredes das antigas mercearias, onde se lia: "Fiado só amanhã!".
Do projeto do Morumbi para a Copa, inicialmente aprovado pela CBF para as oitavas de final e depois rejeitado sem perdão, 35% da obra já está concluída. A modernização do estádio é conduzida simultaneamente à realização dos jogos, diferentemente do Maracanã e do Mineirão. E apenas com dinheiro de parceiros privados (Bradesco, Nestlé, Visa, Volkswagen e Tim financiam o novo Morumbi).
Agora, o São Paulo também conversa com parceiros para fazer a cobertura. O que no projeto para a Copa seria feito com dinheiro do BNDES, o São Paulo confia que viabilizará com ajuda da iniciativa privada.
Os cronogramas de obras garantem que, em janeiro de 2013, a Arena Palestra e o novo Morumbi funcionarão a pleno vapor. A obra de Itaquera estará em andamento, isso se começar de fato no dia 1º de abril, como o Corinthians promete.
A cobertura do Morumbi é um capítulo à parte. Depois de assinado o contrato com o novo parceiro, a perspectiva é de término em 30 meses, com inauguração provável em janeiro de 2014. Com o relatório da Fifa crítico às adaptações propostas para Itaquera, com conversas sobre abertura e final no Rio de Janeiro, e dois estádios modernos em São Paulo a partir de 2013, a lógica seria fazer semifinal em São Paulo e permitir ao Corinthians construir seu estádio como Andres Sanchez sempre sonhou. Para 48 mil pessoas.
No caso paulista, sobraria tempo e energia para cuidar de outro tema aflitivo. Evitar que milhares de turistas descubram, daqui a três anos, aquilo que todos os brasileiros que viajam por Guarulhos já sabem: que São Paulo tem o pior aeroporto do mundo.

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