quinta-feira, 7 de abril de 2011

CBF: Lucro da entidade no ano passado bate em R$ 83 milhões e é recorde

Reprodução: Folha.com

No ano em que a seleção de Dunga fracassou no Mundial da África do Sul, a CBF registrou um lucro líquido de R$ 83 milhões, 14,72% acima do resultado de 2009. O número positivo é recorde na história da entidade que comanda o futebol brasileiro.
Em menos de dois anos, a CBF aumentou o seu lucro em 159,49%. Em 2008, a entidade apresentou um superavit de R$ 31,989 milhões.
No ano da eliminação para os holandeses, a confederação arrecadou R$ 263 milhões, 16,38% superior ao mesmo período do ano anterior. O valor é maior do que o de qualquer clube brasileiro -o Corinthians teve uma receita de cerca de R$ 210 milhões.
A principal fonte de receita da CBF em 2010 foi com patrocinadores. A entidade comandada por Ricardo Teixeira recebeu R$ 193,5 milhões das empresas que pagaram para vincular suas marcas à seleção nacional na Copa da África.
A equipe brasileira disputou o Mundial com o número recorde de dez anunciantes. No balanço de ontem, a entidade não especificou quanto cada uma das empresas desembolsou para a CBF.
Todos os contratos da seleção são fixados em dólar. Pelo sistema adotado, as empresas pagam em real o valor do dólar no vencimento previsto para cada cota. Em virtude das constantes quedas do dólar, a CBF negociou seu último grande contrato, com o Itaú, em euro. São 15 milhões anuais.
A entidade diz ter desembolsado R$ 43 milhões com o "futebol profissional". E também publicou que pagou R$ 44 milhões de Imposto de Renda e de Contribuição Social.
A movimentação completa de 2010 será divulgada em detalhes nos próximos dias, no site da confederação.

Comentário do blog
Nada mal né? Principalmente quando se leva em conta que ela não investe um centavo na formação dos atletas que utiliza em suas seleções e que atraem tantos patrocinadores.
Fico imaginando o lucro em 2014, quando o governo terá investido bilhões de reais para que ela e a Fifa promovam seu evento máximo e dividam os lucros.

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