terça-feira, 26 de abril de 2011

Enfermaria

Reprodução: Folha.com 
Daniel Brito / Rodrigo Bueno 

Orgulhoso do seu Reffis, São Paulo experimenta onda de lesões na reta final do Paulista e da Copa do Brasil, o que gera dúvida sobre preparação puxada 

O São Paulo, que tem seu núcleo de reabilitação esportiva fisioterápica e fisiológica (Reffis) como orgulho e referência mundial, virou na reta final do Paulista e da Copa do Brasil um centro de lesões.

Ontem, o clube, que já tratou no Reffis mais de 130 atletas de ponta, como Kaká e Maurren Maggi, deu os prazos de recuperação para Lucas e Rodrigo Souto.
"O Lucas teve um estiramento no músculo adutor da coxa direita, e o período de afastamento será de duas semanas", afirmou o médico do São Paulo, José Sanchez.
Rodrigo Souto sofreu um estiramento na panturrilha esquerda e ficará fora de três a quatro semanas. "É um estiramento mais grave do que o do Lucas", falou Sanchez.
Na semana passada, outras duas notícias negativas assustaram os são-paulinos: Luis Fabiano não se recuperou a tempo de enfrentar o Goiás amanhã, e Alex Silva, com problema de joelho, foi baixa contra a Portuguesa.
O departamento médico ainda tem Fernandinho, que se recupera de fratura na fíbula. E de lá saiu Fernandão, que, com dores no púbis, não atuou ainda na temporada.
O São Paulo perdeu profissionais renomados ligados à área médica e de preparação física. Saíram o fisiologista Turíbio Leite de Barros, o preparador Carlinhos Neves e o superintendente Marco Aurélio Cunha, que é médico.
"Quando muda uma equipe que estava entrosada, é normal haver problema de adaptação, muda-se a metodologia de trabalho. Trabalhei com o Carlinhos por quase dez anos. O Marco Aurélio dava retaguarda ao departamento médico", diz Turíbio.
Um fator que pode ter contribuído para lesões no São Paulo, segundo pessoas ouvidas pela Folha, foi a carga de treinos na pré-temporada. O time fez treinamentos em três períodos: 7h, 10h30 e 16h, inclusive em domingo.
"Você coloca um volume maior de treino dividido em partes, o atleta treina, alimenta e descansa. São trabalhos neurais de manhã, depois trabalhos glicolíticos e, de tarde, os aeróbios", disse Riva Carli, o atual preparador físico são-paulino.
Carli, que veio junto com o técnico Paulo César Carpegiani, indicou o fisiologista Hamilton Tavares. "Em quatro meses, tivemos só duas lesões. O Lucas trabalhou batida na bola, excedeu nas finalizações e fadigou o músculo. O Rodrigo Souto levou pancada no jogo", falou.
O preparador, que diz que o joelho de Alex Silva "incha quando treina", fala com satisfação da fase do time, até de "poucas" contusões. "Temos uma grande performance e um mínimo de lesões."

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