sexta-feira, 15 de abril de 2011

São Paulo se contradiz no uso da base

Reprodução: Folha.com
Rafael Reis

Lucas e Casemiro são exceções em plano que não decolou

No fim de 2010, o São Paulo pregou que viveu um ano de transição e que a receita do sucesso para o futuro seria um maior aproveitamento de suas categorias de base.
Quatro meses se passaram desde então, e o time do Morumbi ainda não deu mostras de que irá seguir à risca esse planejamento. Há até indícios de que ele será abortado.
Exceto Lucas, 18, e Casemiro, 19, que já eram nomes importantes no fim da última temporada, nenhuma outra cria da base do clube parece próxima de se tornar titular.
Luiz Eduardo é o segundo reserva para a zaga. Wellington e Zé Vitor tampouco são a primeira opção para o posto de volante. E Henrique deve se transformar em breve na quarta opção para o ataque.
Na equipe titular de Paulo César Carpegiani, o aproveitamento de atletas com idade para defender a seleção sub-23 na Olimpíada de Londres-2012 sofreu leve queda.
Em 2010, o técnico usou em média, por jogo, 2,1 atletas nascidos a partir de 1989.
Neste ano, a média é de 2, já desconsiderando os primeiros oito jogos da temporada, quando o São Paulo tinha cinco jogadores na seleção sub-20 -contando o período, o aproveitamento de "olímpicos" cai para 1,42.
O número poderia ser menor se não fosse o atacante Willian José, titular cinco vezes em 2011. Mas ele não foi formado na base são-paulina. Veio do Prudente.
A contratação do jogador provocou a saída de duas crias de Cotia, Lucas Gaúcho e Mazola, além da diminuição do espaço de Henrique.
O lateral Diogo, que chegou a ser titular no fim do ano, também deixou o clube devido a um reforço, Juan.
Desde janeiro, o São Paulo buscou dois atletas que já estão na casa dos 30 anos: Rivaldo, 38, e Luis Fabiano, 30.
O uruguaio Diego Forlán, 31, pode ser próximo. O melhor jogador da Copa-2010 está em baixa no Atlético de Madri e tem uma relação pouco amistosa com o técnico Quique Sánchez Flores.
Sua chegada ao Morumbi seria a "bomba atômica" prometida no início da semana pelo diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes.
Pablo Forlán, pai do atacante e ex-jogador do São Paulo, negou contato com a diretoria são-paulina. Mas disse que Diego, que tem contrato até 2013 com o Atlético e salário anual de cerca de R$ 10 milhões, deseja atuar um dia no São Paulo.

3 comentários:

Rafael disse...

Na minha opinião, São Paulo FC manteve a palavra e promoveu a chegada de vários garotos da base no time principal. Teve jogos em que o Tricolor tinha quase todos os seus titulares da base. Porém, com o tempo, só dois garotos conquistaram efetivamente a titularidade por merecidos méritos próprios, sem considerar juan, jean, Rogério Ceni, saídos da base tricolor.

Anônimo disse...

tambem discordo. a base esta sendo muitíssimo mais usada do que vinha sendo desde a era muricy. até antes.

além disso, o uvini se machucou feio e, com certeza, estaria participando do "rodízio" de zagueiros se estivesse bem.

agora, se a molecada não se firma no time titular, fazer o que? o papel da comissão técnica é dar oportunidades (como será dado no fds). o papel da molecada é agarrar as chances.

Anônimo disse...

Ficam os que realmente tem talento, não adianta forçar 11 titulares da base, se o garoto com o passar do tempo não mostra evolução tem que emprestar e talvez até vender mesmo, temos inúmeros casos desses, o que importa é revelar e aproveitar os que se destacam, coisa que a muito tempo não víamos.

O clube também não pode se furtar a contratar jogadores de peso, como no caso do Rivaldo, Fabuloso e talvez Forlán, tem que haver equilíbrio, só dessa Copinha subiram 3 ou 4 garotos que estão treinando!

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