segunda-feira, 30 de maio de 2011

A “ética” da Fifa

Reprodução: Blog do Juca Kfouri

Imagem: Ana Carolina Fernandes/Folhapress

A “ética” da Fifa é a de inocentar aliados e culpar adversários, que passam a ser tratados feito inimigos.
Assim está sendo feito com Jack Warner, por exemplo, um dos mais corruptos cartolas do futebol mundial, presidente há décadas da Concacaf e velho parceiro de João Havelange e Josep Blatter, tanto que é vice-presidente da Fifa desde 1997.
Agora afastado ele já começa a falar.
E poucos têm tanto a dizer, gângster que é.
A “inocência” decretada de Blatter e Ricardo Teixeira é risível.
A de Blatter por motivos óbvios, pois não seria o seu Comitê de “Ética” que haveria de condená-lo.
A de Teixeira em relação ao que disse o lorde inglês não é menos óbvia, já que a alegada conversa entre ambos não foi gravada e é, portanto, impossível de ser provada.
O que deve preocupar o presidente da CBF é outra coisa: a iminência da divulgação, pela Justiça da Suíça, como já determinado por um juiz da cidade de Zug, da sua confissão, e de João Havelange, de ter recebido dinheiro indevido da falida ISL.

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