segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fora da Copa das Confederações, da abertura da Copa e até da Copa do Mundo


Agora é definitivo. O presidente do Corinthians desta vez faz uma afirmação crível: não dá mais tempo para aprontar o estádio do clube, em Itaquera, antes de junho de 2013, para servir à Copa das Confederações. Disse-o na frente do Ministro dos Esportes que até anteontem acreditava nas palavras de Sanches de que o estádio de Itaquera ficaria pronto para aquele torneio.
Mas com os impasses ainda não superados, daqui a pouco a direção do Corinthians irá declarar que não há mais tempo para aprontar um estádio de 65 mil lugares antes de maio de 2014 e, dessa forma, não haverá condições para São Paulo sediar a abertura. Não será preciso esperar muito: em junho a FIFA (que também é useira e vezeira em adiar decisões e prazos) definiria a sede da abertura. Ainda concorrem, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais e Bahia, com o Ceará, correndo por fora.
O Corinthians estabeleceu uma estratégia, que provavelmente não dará certo. Acordou e projetou com a  Norberto Odebrecht uma arena para 48 mil lugares, de viabilidade econômico-financeira possível, assumindo - direta ou indiretamente - os encargos para a sua construção. Seria um empreendimento de R$ 400 millhões, dos quais a Odebrecht garantiria R$ 350 milhões. Faltaria ao Corinthians assumir os restantes R$ 50 milhões. Esse valor está subdimensionado para uma arena no padrão FIFA, cujo valor médio por assento é da ordem de R$ 10mil.
A partir dai colocou a sua arena à disposição dos Governos Estadual e Municipal de São Paulo, da CBF e da FIFA para uma expansão até 65 mil lugares, de forma a poder receber a abertura da Copa.
O Presidente do Corinthians afirmou em diversas ocasiões que o interesse de ter um estádio para o jogo de abertura da Copa, não era objetivo, nem pretensão do clube, cujo interesse era o seu estádio de 48 mil lugares.
Tais afirmações tinham por objetivo dizer às autoridades paulistas e à FIFA de que se quisessem a abertura em São Paulo, teriam que colocar os recursos adicionais para o aumento de capacidade.
A FIFA, através da CBF criou um problema para São Paulo, ao recusar o Morumbi, fiando-se nas manifestações do Prefeito de São Paulo de que teria opção: primeiro Pirituba e depois Itaquera. Mas não quer assumir o encargo de financiar a ampliação do estádio do Corinthians. Ela não precisa desse estádio ampliado para o jogo de abertura. Tem alternativas, ainda que isso possa resultar em perdas econômicas, dada a importância de São Paulo para os patrocínios.
O Governo do Estado, desde o inicio queria o Morumbi como estádio da Copa. Mas não se empenhou por esse, junto à CBF ou FIFA, conformando-se com a sua exclusão e posterior indicação do estádio de Itaquera. Como no primeiro caso, desengavetou projetos antigos de mobilidade urbana, prometendo efetivá-los a tempo de atender ao público da Copa. Se fizer tudo bem, se não fizer, fica por isso mesmo.
Nos dias de jogos haverá operações especiais. Será garantida a mobilidade para os torcedores para os estádios e para as Fanfest, com ou sem as novas obras. Essas terão que ser feitas, em função das demandas da população da própria cidade. Não necessariamente para a Copa.
O Governo do Estado investirá na infraestrutura, mas não irá colocar recursos do Tesouro Estadual para viabiliar o estádio em Itaquera para a abertura. Já sabe que o estádio para 48 mil é viável, irá apoiá-lo, investindo no entorno, mas não fará esforço adicional para garantir a abertura. Sem receio do risco político. Dirá sempre que fez a sua parte. Não lhe cabia fazer mais, mesmo sabendo que será criticado. O balanço eleitoral poderá ser positivo, pois crescem os que percebem que não vale a pena sediar a Copa aos custos e encargos impostos pela FIFA.
O problema político de Kassab é mais crítico, pois tem uma eleição em 2012, com o PT ameaçando retomar a Prefeitura. Com a perda da abertura da Copa em São Paulo ficará desgastado para eleger o seu sucessor e para uma eventual candidatura sua para o Governo do Estado em 2014.
Se São Paulo perder a abertura da Copa, o grande vilão será Kassab. Com ou sem razão.
O que a Prefeitura tem a oferecer e já ofereceu é o CID - Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento que é uma forma transversa para destinar recursos públicos para empreendimentos privados em área objeto de vitalização urbana, mas não serve como garantias para financiamentos e só pode ser emitido após o investimento feito, ou seja, o estádio construido. É uma promessa futura.
Kassab mandou a burocracia municipal acelerar para não ser apontado como responsável pela demora.
A Secretaria Municipal de Transportes emitiu - em tempo recorde - o Certificado de Diretrizes para o Polo Gerador de Tráfego.
Mas mesmo com esse, o Corinthians não começou a obras, porque não resolveu o problema principal: o dinheiro para o mesmo.
Kassab não tem outra solução e São Paulo fora da abertura, ele será crucificado, como o principal responsável.
Já não há mais tempo para construir o estádio para 65 mil lugares, com a complexidade de uma arquibancada móvel de 17 mil lugares. Não se trata de colocar estruturas tubulares, facilmente desmontáveis. E, ademais, terá um custo sem qualquer retorno econômico. Um custo adicional entre R$ 200 a 250 milhões. Quem quer "jogar esse dinheiro fora", exclusivamente pelo desejo de ter a abertura da Copa?
Supondo ainda que o custo da desmontagem está incluido naquela estimativa. De qualquer forma, serão cerca de R$ 200 milhões para uma festa, deixando como legado objetivo, uma dívida para pagar.
Se a Prefeitura de São Paulo insistir em manter a expectativa da abertura, esperando que o Corinthians sozinho consiga equacionar a engenharia financeira para a expansão, corre o risco de perder o periodo de estiagem para fazer a terraplanagem do terreno e, com isso, não conseguir completar nem mesmo o estádio de 48 mil para 2014.
A conjugação de equívocos poderá fazer com que São Paulo que já está fora da Copa das Confederações, e que já está - ainda que não reconhecido - fora da abertura, venha a ficar fora da Copa.

8 comentários:

Abel Junior - SPFC disse...

Continuo com a minha opinião, o Brasil não deveria sediar Copa do Mundo nem Olimpíadas, tem o dinheiro, mas não tem pessoas honestas e dedicadas o suficiente para realizar, enquanto discutimos isso, refletimos: Se as merendas em escolas públicas estão estragadas imagine os estudos? Saúde só graças a Deus! Segurança nem pensar e transportes, raaá pra que isso?

juliano wilian disse...

Eu soh gostaria q esse estadio nem saisse..mas acho q mesmo se nao for para a copa ele vai sair..guedex, vc tb pensa assim e por acaso vc sabe ate qndo o cara de areia mijada ficara no comando do curintia? vlw

Guedex disse...

Juliano,
Acho que o estádio será feito, mas para 45 mil pessoas, ficando assim de fora da abertura da Copa.
Quanto ao Andrés, o mandato dele vai até dezembro deste ano e não há possibilidade de reeleição.

juliano wilian disse...

Boas noticias entao rsrs..Acho q com o cara de areia mijada fora o corinthians perde forca politica..soh espero q nao me coloquem ele na CBF..ai lascou de vez..Obrigado amigo

Rogério ::: ... ... disse...

O CÚrintchas não conseguiu, ainda, obter o licenciamento necessário ENEM as garantias financeiras para a obra. Adicionalmente tem a pendência dos dutos, que a Petrobrás pretende iniciar a remoção a partir de setembro. Porque setembro? Setembro é uma data fatídica, é o prazo limite para que o CÚrintchas apresente suas garantias financeiras. E a Petrobrás sabe disso e sem elas não iniciará a remoção dos dutos, já que em seu PDD esta obra está prevista para 2014. Com as garantias financeiras a partir de setembro tem-se a remoção dos dutos e o prazo exato para a construção do ‘istádio’ do governo federal. Acabou a obra e o juiz apitará o inicio do jogo de abertura. Temos pouco mais de 3 meses até lá, onde o CÚrintchas além de obter o licenciamento e as garantias financeiras terá que obter a concessão da área adjacente numa votação na Câmara dos Vereadores. Temerosa com tudo isso e principalmente por negociar com um time de futebol, que muda de comando a cada 2 anos, a construtora quer garantias reais, que não existem. Então quer fracionar o contrato, fazendo-o por etapas, obtendo garantias menores para as etapas. Isto aumentará o custo e o prazo das obras, fazendo que o ‘istádio’ do governo federal não fique pronto para a Copa, não podendo, portanto, se beneficiar da linha de crédito especial do BNDES.

Rafael disse...

Eu acho que o Estádio do Corrúpthians não sai se não for para a abertura. Kassab deve barrar de todas as formas possíveis o estádio de ser construído pois tem muito interesse na realização da abertura em São Paulo, não lhe sendo bastante a mera participação, já que, sem a abertura, sofreria severíssimo desgaste político, o bastante para ser-lhe vantajoso bater de frente com Teixeira, apesar de todas consequências que isso poderia lhe proporcionar.

Rogério ::: ... ... disse...

Com dificuldades para conseguir as garantias financeiras necessárias o CÚrintchas continua tentando algum balão de ensaio. Seus representantes não passam a mínima seriedade aos eventuais financiadores. O delinquente Cara de Areia Mijada é acusado de sonegação fiscal pela Receita Federal. Já o pau mandado Rosinhaberg é membro do Conselho Adeministrativo do Banco PanAmericano que fraudou balancos e gerou um rombo de mais de R$ 4 bilhões ao banco de Silvio Santos. Credibilidade ZERO!

Gerson Silva disse...

Acho ótimo tudo isso!

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