quarta-feira, 15 de junho de 2011

O lado triste e criminoso da Copa

Reprodução: Blog do José Cruz

Passo diariamente pela pista em frente às obras do novo estádio Mané  Garrincha, na capital da República.
O ritmo de trabalho é alucinante e os alicerces do moderno gigante impressionam. Custo do concreto: R$ 650 milhões. Sem cobertura, sem gramado, iluminação, elevadores, cadeiras. Nada. O orçamento total passará de R$ 1 bilhão.

Enquanto isso...
 “Pelo menos duas pessoas morreram a cada dia à espera de um leito  em uma das 335 Unidades de Terapia Intensiva (UTI), na rede pública de Brasilia, em 2010.
Repetindo: duas pessoas morrem diariamente em Brasília, por falta de atendimento adequado na rede PÚBLICA de saúde.

Caso de Justiça
Foram contabilizados 1.014 mortes, o que representa 8% de todas as solicitações de vagas. Das 7.020 pessoas internadas nas UTIs em 2010, 1.103 só conseguiram a vaga depois de recorrerem à Justiça.”
A informação é do repórter Valtermir Rodrigues, publicada no Jornal de Brasília.
E diz mais,mostrando que a situação no atual governo,de Agnelo  Queiroz, não é diferente dos anteriores:
“Há cinco dias, Deotado Mendes Gonçalves, 91 anos, morreu após aguardar quatro dias por um leito de UTI.”
São dados reais da rotina hospitalar na capital do Brasil. E não é diferente nas outras 11 capitais sedes da Copa 2014.
Mais de mil mortes em um ano, devido a precariedade nos hospitais públicos? E o da governo ainda prioriza estádio de futebol, numa cidade que não tem clube nem na Série A nem na Série B do Campeonato Brasileiro, e joga um campeonato regional inexpressivo?
Quem responde por estes crimes de gestão pública?

Comentário do blog
Os responsáveis nós sabemos quem são, pena que até as próximas eleições 95% da população terá esquecido ou então se deixará influenciar por novas falsas promessas.
Não é diferente em São Paulo, cidade “rica”. Se a prefeitura quer dar incentivos para a Zona Leste, algo extremamente justo e necessário, que o dê para entidades privadas que invistam em hospitais, escolas, industria, faculdades, comércio, lazer e cultura, e não num estádio de futebol.
Se o SCCP quer ter um estádio, algo também justo, que o faça a suas custas.

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