quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sem contrato, Corinthians tem duas semanas para viabilizar arena para Copa

Reprodução: UOL
Roberto Pereira de Souza

O Corinthians tem prazo até o fim dessa semana para iniciar a formalização de um documento que garanta as obras do Itaquerão. O clube ainda não tem contrato assinado com a construtora Odebrecht e o estádio corre risco de ficar inviabilizado para a disputa da Copa do Mundo de 2014.
“Se o contrato não for assinado nos próximos 15 dias, a obra não será entregue a tempo de ser usada na Copa de 2014", garantiu uma pessoa envolvida na negociação e que pediu para não ter seu nome revelado.
Segundo a mesma fonte, a Fifa vai anunciar a divulgação da sede de abertura do Mundial no dia 27 de julho, durante o sorteio dos grupos da Copa. A Fifa terá até o dia 30 de julho para oficializar o nome da cidade de abertura e os dirigentes corintianos ainda sonham com essa possibilidade.
O problema é que para abrir o Mundial o futuro estádio precisará ter uma série de melhorias, como camarotes blindados, elevadores dimensionados, 65 mil lugares e capacidade para abrigar até 10 mil jornalistas – com instalações de transmissão ao vivo para o mundo todo.
As obras do estádio estão atrasadas devido a problemas de orçamento.  Apesar do otimismo dos grupos envolvidos na discussão do custo final do estádio, o fato concreto é que o projeto, orçado em cerca de R$ 1 bilhão, nem aparece no site da construtora Odebrecht. 
Por excesso de dúvida quanto à construção da obra, Corinthians e Odebrecht chegaram a um acordo de cavalheiros, dividindo a empreitada  em dois módulos. O primeiro é a movimentação de terra e remoção dos oleodutos da Petrobras. O segundo módulo é a obra em si, cujo dinheiro para sua execução ainda não está garantido.
Para aumentar o impasse, uma  segunda construtora, a Serpal, do grupo Advento, apresentou um orçamento mais barato em cerca de R$ 300 milhões.  A empresa  teria sido convidada pelo clube a apresentar um projeto  como plano B e isso gerou uma situação considerada estranha ao mercado de grandes obras:
“A Odebrecht, que teve seu orçamento questionado pelo Corinthians, foi escalada para qualificar a Serpal no segundo orçamento...Isso mesmo, o Corinthians espera o aval técnico da Odebrecht para saber se o orçamento da Serpal é válido do começo ao fim da obra”, explicou outra pessoa que participa das discussões, no clube.
Várias reuniões entre técnicos das duas construtoras vêm sendo feitas e os dados estão sendo repassados ao presidente corintiano, Andrés Sanchez. Ele  não aceita gastar mais que R$ 400 milhões na construção do estádio, dinheiro que virá de  empréstimo-padrão liberado  pelo BNDES a todas as 12 sedes da Copa. Além disso, o Corinthians terá direito a cerca de R$ 350 milhões captados pelos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CID), emitidos pela Prefeitura de São Paulo. O projeto do CID foi enviado à Câmara Municipal pelo prefeito Gilberto Kassab, dia 10 de junho, mas ainda não foi aprovado. O CID será usado para pagamento de ISS e IPTU. Negociado no sistema financeiro, o CID vira dinheiro em caixa, como uma duplicata descontada com antecedência.
Para bancar seu projeto, a Odebrecht já prometeu ao Corinthians buscar financiamento no mercado, servindo como uma espécie de fiadora, tendo como garantia a receita da arena. Mas o impasse continua. A futura arena não suportaria uma dívida operacional superior a R$ 300  milhões. “Isso comprometeria as receitas e a contabilidade do clube”, afirmou um técnico em finanças.
“Embora as obras da Copa do Mundo sejam apresentadas como 100% isentas de impostos, isso não é verdadeiro.  A isenção tributária não será total. A legislação federal, estadual e municipal ainda não foi regulamentada mas as obras já começaram”, explicou um agente financeiro.
Segundo fontes ligadas ao projeto, o orçamento inicial divulgado de cerca de R$ 700 milhões era “irreal”, considerando as características do solo. O local onde será construído o estádio era uma área utilizada para depositar entulhos de obras da Sabesp e isso alterou a planilha de terraplenagem final. 

Comentário do blog
A coisa tá feia, ou melhor, linda!
Aquilo que é mais importante para a realização de uma obra ainda não foi definido até agora: de onde virá o dinheiro necessário e em nome de quem ficará o “carnê”.
A Odebrecth não quer dar sozinha as garantias financeiras exigidas pelo BNDES e sugere a criação de um fundo imobiliário em conjunto com o SCCP, solução não aceita pelo órgão federal.
Já o SCCP deseja utilizar o “Naming RIghts” como garantia para obter o financiamento dos R$ 400 milhões disponibilizados pelo Governo Federal. O BNDES também não aceita, uma vez que é duvidoso que alguém pague esse valor para dar nome ao Itaquerão.
Existe também a possibilidade de algum banco entrar na operação como agente repassador mas isso encareceria ainda mais a obra, além do mais, essa instituição também exigiria garantias.

O Banco Votorantim (controlado pelo Banco do Brasil) seria esse agente, porém hoje, o MARCA Brasil traz a informação de que a instituição desistiu por considerar que a operação traria muito risco para sua imagem. 
Até mesmo os recursos a serem obtidos com o CID (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) não é garantido, uma vez que é preciso que haja alguém disposto a adquiri-los para obter descontos nos impostos para investimentos feitos na zona leste. Lembrando que adquirir esse certificado significa pagar esses impostos (com desconto) antecipadamente. Será que haverá tantas empresas assim dispostas a investir na região?
Além disso esses certificados são sempre negociados com deságio e, pelo que eu saiba, essa negociação só é possível após o termino das obras do Itaquerão. 
Fora tudo isso, a coluna Painel FC noticiou que no acordo para a liberação dos recursos do CID, existe uma cláusula que estabelece que em caso de o estádio não estar pronto em dezembro de 2013 a Odebrecht terá que devolver o terreno à prefeitura "sem direito a retenção ou indenização a qualquer título pelas benfeitorias executadas". Será que eles assumirão esse risco?
Enquanto isso... Tic, tac... Tic, tac... Tic, tac...

4 comentários:

Domingues disse...

ah como é bom ver o time damarginal sem numero nessa situação... ué cade o rosemberg q achou q ia aparecer um luciano huck?? com um Estádio meu doce Estádio...rs.... é véio.. vamos tomar um mé do juju.....rs...

Ricardo Tricolor disse...

Ah, eu queria que o time sem cor começasse esse estádio, absorvesse milhões e milhões em dívidas, e depois não conseguisse terminar... iam ficar com uma dívida somando juros por décadas, e rumando à falência.... que lindo!

Anônimo disse...

Elas podem fazer como as porcas fizeram não?

Ceder a maioria do lucro pela exploração pra alguém construir o Kassabão, aí pegariam a joça daqui a uns 30 anos...


Helder

Hernandes911 disse...

agora era a hora do Juvenal fechar o contrato da cobertura com alguem, chamar globo, record e outras para mostrarem a assinatura do contrato e se possivel fazer como eles colocarem alguns funcionarios pra dar um miguê que ja começou a obra pra cobertura do CICERO POMPEU DE TOLEDO.
QUERIA VER A CARA DO ANDRES VENDO SEU ESTADIO SEM GARANTIAS E O MORUMBI COMEÇANDO A COBERTURA.kkkkkk

Postar um comentário