segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Balanço Copa 2014: Posição geográfica e quartas de final motivam Recife na Copa de 2014


Reprodução: globoesporte.com
Leandro Canônico

Uma das sedes nordestinas, capital de Pernambuco quer aproveitar também a relação história com Holanda e Portugal para ter destaque


De olho nas quartas de final. Por conta da capacidade da Arena Pernambuco (pouco mais de 46 mil pessoas), Recife está fora da briga pela abertura, final e semifinal da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Então, o comitê local decidiu se dedicar às quartas de final e a uma participação na Copa das Confederações, em 2013.
Fora isso, os governantes pernambucanos querem aproveitar a privilegiada localização geográfica para fazer de Recife uma das sedes “centrais” da Copa.
- Pernambuco, como centro da Região Nordeste, tem uma posição geográfica privilegiada, favorecendo assim o contato com diversos países, especialmente do continente europeu. A malha aérea internacional hoje existente facilita a chegada de portugueses e espanhóis, mas também de norte-americanos e argentinos – comentou Gilberto Pimentel, secretário de relações institucionais do Recife.
Neste sábado, você acompanha no GLOBOESPORTE.COM os detalhes que cercam a sede do Recife. Confira abaixo como andam as obras na Arena Pernambuco, quais são os legados imaginados pelos organizadores, a situação dos aeroportos, da hotelaria e o total de investimentos até 2014. Pode passar de R$ 8 bilhões.

ESTÁDIO
Até agora, apenas 13% do cronograma da obra da Arena Pernambuco foi concluída. Mas os representantes da cidade no projeto Copa do Mundo de 2014 estão confiantes de que o estádio estará pronto em dezembro de 2012. A expectativa é que dessa forma possa ser uma das sedes da Copa das Confederações.
- A terraplanagem já foi finalizada e paralelamente começamos a fundação do terreno, que está prevista para acabar em setembro. Essa fase, que é uma das principais, já está com 35% de andamento – explicou Gilberto Pimentel.
A Arena Pernambuco é fruto de uma PPP (Parceria Público Privada). Estão nesse projeto o Governo de Pernambuco e a construtora Odebrecht, a mesma que está no comando da obra do estádio do Corinthians, em São Paulo. O custo total estimado é de R$ 532 milhões. A capacidade do estádio será de mais de 46 mil torcedores.

LEGADO PARA A CIDADE
Assim como a maioria das sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, Recife está investindo pesado na infraestrutura urbana. Inicialmente, a prioridade serão as obras que já constavam como compromisso do estado na Matriz da Copa: o Terminal Integrado Cosme e Damião e 52 quilômetros de corredores de ônibus.
- Dentre tantos outros ganhos decorrentes da realização do evento Copa do Mundo, é importante destacar o legado referente à infraestrutura, especificamente mobilidade urbana. Na última quarta-feira, o Governo do Estado lançou os editais de licitação para as obras de mobilidade que serão realizadas na região metropolitana do Recife até a Copa do Mundo de 2014 – explicou Pimentel.
A intenção dos organizadores desse projeto é que a cidade passe também por toda uma reestruturação viária, podendo construir elevados, viadutos, túneis e estações.
Para circular nos novos 52 quilômetros de corredores de ônibus, o estado pensa em equipar melhor os veículos, com ar condicionado, sistema de registro de imagens, contagem eletrônica de passageiros e GPS. A intenção é que o embarque e desembarque sejam feitos em plataformas no mesmo nível dos ônibus.
Isso é inspirado no que é feito em Bogotá, na Colômbia, Johanesburgo, na África do Sul, e Curitiba, no sul do Brasil. A ideia é agilizar o tempo de parada do veículo.

OBJETIVOS
A casa de todas as seleções. Recife, é claro, quer se privilegiar da forte ligação que tem com Portugal e Holanda, mas segundo Gilberto Pimentel, o objetivo é mostrar para Fifa que a capital pernambucana tem condições de receber qualquer seleção que seja. Das menos às mais badaladas pela imprensa nacional e internacional.
- Recife está pronta para receber qualquer delegação e seus torcedores. É claro, porém, que temos uma ligação forte com Portugal e Holanda. Teremos um estádio para mais de 46 mil pessoas e vamos estar prontos para as quartas de final – acrescentou o secretrário executivo de relações institucionais.
Um dos principais pontos turísticos do nordeste brasileiro, Recife quer também aproveitar o torneio para se apresentar ao mundo.
- A realização do evento tem sido encarada pelo Governo do Estado como uma oportunidade de apresentar ao mundo um destino de oportunidades, não só no que diz respeito às riquezas naturais e culturais, mas também à geração de negócios – declarou Gilberto Pimentel.

AEROPORTOS
Embora o tema aeroportos seja uma das principais assombrações para a maioria das sedes, no Recife os membros do comitê local afirmam estar “confortáveis”.
- De acordo com avaliação dos órgãos responsáveis, dentre os demais terminais aeroportuários nacionais, o Aeroporto Internacional do Recife apresenta uma situação confortável, tanto no que diz respeito às instalações quanto à capacidade operacional – discursou o secretário de relações institucionais.
Para o final de 2013 está prevista a entrega da principal obra de ampliação do aeroporto pernambucano: a construção de uma nova torre de controle. O orçamento inicial para essa obra é de R$ 18,5 milhões.

HOTELARIA
Atualmente, o Recife tem 15 mil leitos. Mas a capital pernambucana espera contar também com o auxílio de cidades vizinhas, como Olinda, por exemplo. Se isso for levado em conta, há um aumento de 100% nesse número. Mesmo assim, há projetos para que haja até 2014 a criação de mais quatro mil leitos.

INVESTIMENTOS
A previsão de investimentos no Recife para a Copa é bem alta: aproximadamente R$ 8 bilhões. Além do estádio, a expectativa é que haja melhorias na área de turismo, construção civil, tecnologia da informação, segurança e saúde. Nessa conta, segundo o secretário, estão envolvidos dinheiro público e privado.

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