domingo, 4 de dezembro de 2011

A cortina se fechou




Agora o braço não é mais o braço 
erguido num grito de gol. 
Agora o braço é uma linha, um traço, 
um rastro espelhado e brilhante. 
E todas as figuras são assim: 
desenhos de luz, agrupamentos de pontos, 
de partículas, um quadro de impulsos, 
um processamento de sinais. 
E assim - dizem - recontam a vida. 
Agora retiram de mim a cobertura de carne, 
escorrem todo o sangue, afinam os ossos 
em fios luminosos e aí estou 
pelo salão, pelas casas, pelas cidades, 
parecido comigo. 
Um rascunho, 
uma forma nebulosa feita de luz e sombra 
como uma estrela. 
Agora eu sou uma estrela.

Do espetáculo "Trem Azul", de Elis Regina

9 comentários:

Xandão disse...

Pois é Guedex, uma pena. Um ídolo do esporte nacional levado pelo vício do alcool, cujo consumo é livre e incentivado.

Depois chamam o pessoal de maconheiro pejorativamente. Nunca vi ninguem morrer de fumar maconha... já alcool e cigarro...

Uma coisa que eu não sabia sobre o Sócrates era que ele quase foi para o SPFC e na última hora o Vicente Matheus deu um chapéu nos dirigentes do tricolor bem ao estilo do clube que ele representava: na mutretagem.

Abraço!

Marcelo Abdul disse...

Descanse em paz doutor. Seu futebol sempre estará na memória de cada brasileiro amante do futebol arte. Obrigado por tudo.

evandro disse...

O futebol me deixa mais irracional que o normal, minha emoção domina minha razão, e não tem como dizer, que não sentirei a menor falta do "doutor corinthiano". Sinto em dizer, mas é um gambá a menos!

Alan D'Avila disse...

Parabéns pela homenagem. Descanse em paz

Carlos Balaró disse...

Xandão, o que sei desta história é que o Vicente Matheus estava negociando com o Henri Aidar a compra do Chicão (que acabou sendo vendido ao Atlético/MG), e o nosso presidente falou que com o dinheiro da venda compraria um jogador revelação do Botafogo/RP, que era o Sócrates; o Matheus, então, se antecipou e comprou o Sócrates, porém, sentido-se traído, o SPFC se recusou a vender o Chicão.

Sinceramente, não creio que o Sócrates seria o que foi no SPFC em razão da falta de compromisso como atleta; a tal "democracia corinhiana" nada mais era uma forma de praticar o direito de beber, fumar e não treinar. Aliás, quem diz isso como muita propriedade é o Leão, único do grupo que não aceitava o comportamento de Sócrates, Vladimir, Casagrande e cia.

De toda forma, o Brasil perdeu um dos seus grandes craques que, embora consciente do mal que a bebida faz (até por ser médico), não conteve o vício e partiu de forma prematura.

Anônimo disse...

Xandão, maconha é ainda pior, não só por ser a porta de entrada para coisas piores. Os problemas do uso desta droga são bem conhecidos na literatura médica, não caia na besteira de minimizar isso.

Xandão disse...

Anônimo, a porta de entrada para outras drogas É O ALCOOL!!! Não se engane com isso somente pelo alcool ter o comércio liberado pelo governo.

Obviamente que QUALQUER droga é prejudicial à saúde, mas é notório que o mal que o alcool trás a sociedade é MUITO maior que o mal que as drogas ilícitas trazem.

Que fique claro: O que gera todo o problema social e violência é a PROIBIÇÃO do comércio, não a droga em si!!!

Se o alcool fosse proibido traria o MESMO problema que o comércio das drogas que atualmente são ilícitas trariam. Vide a explosão de violência que aconteceu nos EUA na década de vinte durante a Lei Seca. Todos já ouviram falar de Al Capone... ele era traficando de wisky...

Abraço!

Carlos Balaró disse...

Evandro, nos meus piores pensamentos também costumo dizer que "lá se foi mais um gambá sem ver a Libertadores..." (hahaha)

Guedex: precisamos marcar uma cervejada para comemorarmos a saída do Dagobosta.

Anônimo disse...

Xandão eu sei dos problemas do alcool mais vc está querendo justificar o "injustificavel", a holanda já está querendo voltar atrás na liberção e a espanha fez a experiencia de liberar todas as drogas inclusive cocaina nos anos 80 e foi um completo desastre, tanto que voltaram a proibir. Sério mesmo defender isso é papo de maconheiro. Sem ofensa.

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