quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vai um “Vila Rica” LAOR?

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Lamentável (mas para mim nada surpreendente) o comportamento da diretoria santista no “caso Ganso”.
Desde o início das negociações LAOR usou a tática da ameaça velada ao exigir o pagamento integral da multa (R$ 53 milhões) para liberar o atleta e só depois repassar 55% do valor para a DIS.
É evidentemente que a DIS não iria aceitar pois o Santos não repassou a parte que cabe aos investidores nas negociações de Wesley e André, motivo pelo qual há uma disputa na justiça cuja primeira decisão foi favorável ao grupo DIS.
Penso que o Santos tem todo o direito de querer que o atleta cumpra seu contrato, porém este mesmo contrato prevê a liberação do atleta no caso do pagamento da multa, coisa que o São Paulo esta se propondo a fazer na parte que cabe ao clube da baixada, oferecendo ainda 5% de uma possível venda futura  (será que ofereceu mesmo ou também foi convencido pelos “argumentos” do LAOR?).
Mas o que mais irrita é a omissão da impressa que não dá ao caso o mesmo “tom” que deu ao “caso Oscar”.
Naquela época o São Paulo foi taxado de explorador de menores e seu presidente de ser um escravagista, isso por brigar para que o atleta não deixasse o clube de graça.
Agora o Santos esta usando a venda do Ganso para deixar de pagar o que deve ao Grupo DIS sob a ameaça de travar a negociação (no Código do Consumidor isso se chama "operação casada" e é passível de multa)  e esses “jornalistas” veem o comportamento da diretoria santista apenas como uma forma de defender “os interesses do clube”, como “estratégia de negociação”.
É a mesma coisa de um assaltante “negociar” sua vida exigindo em troca um dinheiro que não lhe pertence.
Vergonhoso. Patético!
A propósito, mantenho minha opinião: HOJE o Ganso não vale o que estão pedindo por ele e acho que o time tem outras prioridades.

Atualização 20/09/2012 11h15
Entenda o caso
Desde 2010 o Santos questiona o valor pago pelo grupo DIS por parte dos direitos econômicos de uma “cesta de atletas” de diversos jogadores da base do clube, entre eles André, Wesley e o próprio Ganso.
Quando André e Wesley foram vendidos para o exterior o clube santista não repassou aos investidores a parte que lhe cabia
O DIS entrou na justiça para receber (R$ 8 milhões) e ganhou recentemente o direito de penhorar 20% da renda obtida pelo clube dos direitos de transmissão e patrocínio.
Para liberar Ganso o Santos quer que o DIS encerre a ação na justiça perdoando a esta dívida. Caso não faça isso a diretoria santista alega não poder liberar o jogador porque ele esta envolvido numa disputa judicial em andamento.

17 comentários:

Roberto Jr disse...

Tudo nesse caso é muito estranho... no caso do Oscar falavam de um jogador ativo, promissor... o Ganso hoje é uma aposta, em todos os aspectos fisico, técnico, comportamental e de negócio... Lembro do traira Ricardinho que saiu do time da marginal sem numero para o Morumbi e rachou o elenco... temo que o mesmo aconteça pelo salario maior que o Ganso irá receber no SPFC....

Gostaria de saber qual é a carta na manga que DIS e SPFC tem... só com a certeza de que alguma compensação irá acontecer no futuro para justificar a insistência do SPFC neste negócio....

Borba disse...

O São Paulo adota postura adequada. Convenceu o jogador, chegou em um teto, negociou com a DIS para pagar o restante, ainda cedeu 5%, tudo isso na esperança na recuperação do jogador (que tem tudo para acontecer) que seria sim importante para o clube. Critica-se mt o Ganso, mas vendo a postura da diretoria Santista, vai saber pq o cara estava insatisfeito. Ele tem sim direito de jogar onde deseja e diferente do inter no caso Oscar, o São Paulo esta propondo um negociação limpa. Caiu a máscara de profissionalismo dessa péssima diretoria santista.

Borba disse...

Outro detalhe, o Santos deveria estar preocupado com o fato da multa do Ganso cair em breve, mas sabe pq não está? Pq a intenção do Santos é cobrar a multa integral e não repassar a parte do DIS. Então a não ser q o Ganso quebre o pau e e entre com processo, etc, ele não sai do Santos tão cedo. Só sei que o Santos está se arriscando fortemente, pq está sim privando o jogador de trabalhar ao rejeitar uma proposta que cobre a parte que cabe ao Santos. Claro q o São Paulo não tem nada a ver com isso e não vai comprar essa briga, mas fez um esforço válido e com os limites e precauções necessários.

Pedro Fabi disse...

A diferença entre os casos Oscar e Ganso não seria a idade (e a condição profissional) em que ambos assinaram os respectivos contratos?

Sobre venda casada, me parece que há um equívoco. Novamente, talvez a diretoria do Santos esteja errando o timing da coisa e fazendo pedidos "extras" depois de ter combinado algo, mas... enquanto não há nada assinado, ninguém está sendo obrigado a nada.

Em uma negociação não cabe uma parte dizer que a outra está sendo errada, injusta ou o que quer que seja. Aceita-se ou não os termos propostos. Quandl alguém quer contratar o show de uma celebridade e o sujeito pede (sabe-se lá o motivo) um monte de toalhas brancas, latas de goiabada e casquinhas de siri, cabe ao contratante definir se quer ou não.

Se eu for vender o meu carro e digo pro cara que só vendo se ele pagar R$ 15.000 pelo carro mais um suco na esquina... ele decide, pode propor algo diferente. Chama negociação. Assim como talvez possamos chamar o Laor de chato.

Guedex disse...

Pedro,
Tomando seu exemplo da venda do carro como exemplo:

Eu aceito o preço de venda da "caranga" (23 milhões), ganho o "suquinho" (mais 5% de venda futura) e na hora e entregar te digo:
Só entrego o carro se o português da padaria rasgar a conta que eu pendurei.

E aí? tem algo haver?

Mario disse...

Acho que o comentario do Pedro foi infeliz. Pelo raciocinio dele, os politicos do Mensalão, por exemplo estão corretos.

Xandão disse...

Perfeita a colocação com relação ao comentário do Pedro. Concordo plenamente com o Guedex, apesar de defender a expressão da opinião do Pedro.

Abraço!

Pedro Fabi disse...

Juro que ainda não entendi qual o problema do ponto de vista do negócio. Provavelmente vou ficar com raiva do sujeito, mas enquanto não assinamos nada, estamos negociando. O sujeito chama um eletricista em casa pra fazer orçamento; recebe a oferta de reforma no valor de R$ 1400,00. Pouco depois (antes de fecharem negócio) resolve pechinchar, o eletricista concorda e diz que faz por R$ 1200,00.
O morador (um chato) resolve barganhar mais e diz que concorda com o valor, mas quer que o serviço seja feito em dois dias... O eletricista pode aceitar ou não. Simples assim. É crime? Algo irregular? Ser um chato não é crime (ao menos ainda).

Quanto a comparação com os políticos do Mensalão, não vou comentar. Não faz o menor sentido. Estão confundindo crime de corrupção com negociação.

Borba disse...

O problema é que o santos pode se dar mal. Ok é uma negociação mas a tática é suicida. Se não vender agora fica com um jogador insatisfeito e no mínimo vai perder dinheiro.

rodrigo disse...

Estou puto com esse presidente do Santos q pra mim nunca enganou, um cara que não tem palavra vc vai esperar o q? Agora na minha modesta opinião acho q o SPFC fez tudo q estava ao seu alcance! Chega! Deixa o Ganso lá...só acho q o SPFC tinha q jogar a m... toda no ventilador e foder o Santos mais pra frente...o mundo da voltas...heheheheheee

Mario disse...

Ai o eletricista aceita, e no dia em que vai começar o trabalho, o chato diz que o eletricista tem que abater mais R$ 100,00 do orçamento porque ele vai ter pagar o Mercado.
No caso deste negocio, foi assim: O São Paulo se interessou, ligou para o Laor e o mesmo autorizou o SPFC a conversar com o Ganso. Feito isto o SPFC fez propostas aos SFC que negou todas, dizendo que só fecharia o negocio se o SPFC pagasse a vista o valor dos 45%. O SPFC aceitou, mas na hora de bater o martelo, o Sr. Laor veio querendo colocar a divida da DIS no meio. E onde esta a palavra do presidente deste grande time que é o Santos ?
Não é por ser negocio, que se tem o direito de fugir aos compromissos assumidos. É até por esta e outras razões que surgiu a Lei do consumidor.

Roberto Jr disse...

O que o LAOR está fazendo é muito pior do que o SPFC fez no caso Oscar. No caso Oscar, o empresario, inter e cia queriam deixar o SPFC a ver navios, sem pagar nada, praticamente "roubar" o jogador, o SPFC fez valer os seus direitos e recebeu a multa do contrato que cabia na epoca que ele deixou o clube, apenas foi corrigida.

O LAOR está atrelando coisas que nada tem a ver com o Ganso, e querendo tirar vantagem, está atuando como senhor de engenho que não quer vender barato os seus escravos, lamentável esse cara... os Kfouri da vida devem estar com cara de tacho por ter elogiando tanto ele...

Anônimo disse...

Mario foi perfeito em sua ultima colocação. O problema não são os termos e sim a mudança desses na última hora. Principalmente porque não foi uma vez só que aconteceu. Houve uma oferta, informou que só aceitava integral. Foi combinado, o Laor avisou que tinha que ser a vista. Foi acertado, o Laor pediu percentual da venda futura. Foi aceito, ele pediu desconto na padaria DIS. O problema é que todo mundo ve isso, mas a torcida do Santos gosta. TEnho certeza que o Laor está mais popular entre ps santistas hoje do que estava 15 dia atras.

blogdolina disse...

O teu amigo Juquinha, é um dos que fez o maior estardalhaço com o caso Oscar e se calou ante ao caso Ganso, que diga-se de passagem é muito pior.
Lina

Guedex disse...

Lina,

Sejamos justos, ele até fez duas postagens defendendo a saída de Ganso do Santos.
Tá certo que foi duas postagens curtinhas, mas p cara é curintiano bé? Não dá pra querer que ele faça campanha...

Abraço!

Mario disse...

Acabei do ler no blog do cabeção Milton Neves, que o São Paulo conseguiu fechar com o Santos e contratou o ganso. E sem ter que pagar o famoso Suco de Laranja. Precisamos confirmar, né ?

BRAZ disse...

Guedex, vc está aliviando para lado do Juca Kfouri. Se ele tivesse o mínimo d coerência e isenção, trataria a novela Ganso como mais um caso de "volta da Lei do Passe", como insistia em dizer no blog e na TV. Os posts q ele publicou sobre o Ganso são bem suaves, se comparado com os do Caso Oscar.

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