quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Pararam as máquinas

Clique na imagem para ampliar


Após 46 anos o Jornal da Tarde deixa de ser publicado.
Me sinto como garotinho da foto acima (uma das várias capas premiadas) pois o JT foi o “meu jornal”.
Uma pena. 

4 comentários:

Regis/SP disse...

Para mim, o JT morreu há muito tempo. Só estava faltando alguém ter coragem de desligar os aparelhos.
Quando eu comecei a me conhecer por gente, no fim dos anos 70, o JT era o meu jornal preferido.
Uma linha editoria moderna, tratando de todos os assuntos, mas sem ser pedante. Deixando as conclusões, muitas vezes, para o leitor.
Tinha um 'cadernão' de esportes às segundas, com notas dos jogadores no domingo, imperdível. E a coluna "Bola de Papel" do Alberto Helena?
Ninguém seguia essa linha.
Um jornal a frente de seu tempo, perto dos modorrentos concorrentes da época.
Esse 'amor' durou até meados dos 80 (para se ter uma ideia essa capa premiada da perda Copa de 82, eu ainda acompanhava o jornal), quando o jornal aparentemente assumiu a linha editorial do Grupo Estado e praticamente deixou de ser apolítico.
Esse 'posicionamento' do jornal incomodou muita gente e ao mesmo tempo começava a surgir um "novo velho" jornal, que era Folha, com uma nova linha editorial, mais oposicionista, que acabou abraçando o desiludido leitor do JT.
Esse foi o começo da morte do JT. Depois, a outra parte da história todo mundo conhece, outras mídias concorrentes, Internet etc....

Anônimo disse...

Eu abandonei o JT quando ele se tornou corintianado, com manchetes enaltecendo os travs da marginal sem número e provocativas com os rivais. Mais ou menos o que faz a bandeirantes hoje em dia, e que espero que não demora muito pra fechar tbm.

Anônimo disse...

Nos últimos, concorria com os diários "esportivos" (na verdade, futebolistas)oferecendo cobertura diária dos grandes clubes com a vantagem de trazer também política, cultura, cotidiano etc. Mas internet e esses jornais gratuitos, como "Destak" e "Metro", roubaram-lhe esse mercado.

Alexandre Giesbrecht disse...

Disparado, a melhor homenagem que o JT recebeu em seu fim. Do tempo em que as primeiras páginas do JT eram criativas, irreverentes e relevantes.

Postar um comentário