terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A "Via Casares"

Nos últimos dias muito tem se falado sobre uma possível candidatura de Júlio Casares à presidência do São Paulo nas próximas eleições, em abril. Casares não nega nem confirma essa possibilidade.
Embora o novo estatuto do clube que entrará em vigor na mesma data permita a remuneração de membros da diretoria, inclusive de seu presidente, acho pouco provável (mas não impossível) que Casares deixe seu cargo na Rede Record para exercer um mandato de apenas três anos, ainda mais num momento em que o clube passa por dificuldades financeiras e que dirigi-lo dará mais trabalho do que prazer.
Devido a sua popularidade junto a torcida e aos sócios (foi o conselheiro mais votado nas últimas eleições para o órgão) o certo é que a simples possibilidade de sua candidatura agita o já efervescente ambiente político no clube.
E talvez quanto mais conturbado estiver esse ambiente mais fácil seja viabilizar a sua candidatura.
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Avaliar um candidato é complicado, ainda mais para quem está de fora, basta ver o tamanho da decepção com o Carlos Miguel Aidar que tinha um passado brilhante e deu no que deu.
Pelo sim, ou pelo não, espero que os habilitados a votar analisem seus resultados práticos enquanto ocupou cargos de comando no clube, sobretudo no marketing. Posso estar errado mas me parece que Vinicius Pinotti, que nem "do ramo" é, tem obtido melhores resultados, e isso num cenário econômico muito mais difícil.

Não acho Casares nem melhor, nem pior de que Leco e Roberto Natel, mas melhor que Ópice Blum com certeza é, e talvez seja esse o maior problema do clube: a falta de uma nova liderança que consiga unir as diversas correntes políticas existentes, com idéias modernas e que volte a fazer do São Paulo um clube de vanguarda. 
Para ficar no métier televisivo diria que Júlio Casares tem Ibope, mas não é um campeão de audiência.
Mas isso é só a minha opinião.



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