segunda-feira, 31 de maio de 2010

Outro na Justiça contra o Tricolor

Reprodução: Justiça Desporviva

Pouco aproveitado no São Paulo, Rafinha, emprestado ao Coritiba, quer liberação em definitivo

Raphael Petersen

Contratado pelo São Paulo em 2004, o meia Rafinha, atualmente no Coritiba, foi emprestado para seis clubes diferentes e, agora, entra na Justiça para conseguir a liberação, assim como fez o meia Oscar recentemente.

Santo André, Grêmio, São Caetano, Goiás, Paraná e Coritiba. Estes foram os destinos de Rafinha desde que foi contratado pelo São Paulo junto à Portuguesa, e, agora, ele quer ser dono do próprio passe.

“Tenho contrato com o São Paulo, mas não tive oportunidades. Sei que é difícil de permanecer no clube e estou tentando a liberação, porque sei que não vou jogar lá. Não penso mais em jogar pelo São Paulo”, revelou o jogador ao site Justicadesportiva.com.br.

A insatisfação de Rafinha com o São Paulo é tanta que ele cita o caso de Oscar como exemplo. “Os jogadores da casa são poucos aproveitados e estão sempre sendo emprestados, por isso, às vezes, criam-se atritos e desgaste. Eu penso em fazer carreira em outro clube, até mesmo no Coritiba”.

Apesar de não ter sido aproveitado no Tricolor paulista e do descontentamento com o clube, o jogador procura não criar polêmica e evita críticas. “Não tenho magoa, até porque é um clube que nunca deixou faltar nada para mim. Só não tive oportunidade de jogar, por opção técnica”, concluiu.

Rafinha é só mais um dos jogadores com contrato com o São Paulo que entram em litígio com o clube. O meia Oscar ainda está na Justiça para conseguir a liberação e a próxima audiência será no mês de junho. O lateral Diogo e atacante Lucas Piazon, revelados pelo São Paulo, desistiram das ações judiciais e permaneceram no time do Morumbi

No lucro

Reprodução: Painel FC

Projeção
A diretoria do São Paulo afirma que, com a extensão do contrato com a Bombril até o final do ano, a empresa irá desembolsar entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões pelo patrocínio.

Morumbi 2014: Imagens do novo projeto

Reprodução: Blog do Marcello Lima

Esta foto mostra o Morumbi e seus arredores.

Atente para o edifício que será erguido onde hoje se encontram as rampas de acesso para as cadeiras cativas e arquibancadas. Ali será também o local dos novos vestiários e zona mista para as entrevistas após os jogos.

Á esquerda, a praça onde será construído pelo Metrô o estacionamento subterrâneo com capacidade de 2000 mil vagas.

Embora não tenha sido liberada nenhuma foto do lado interno é possível ter a noção exata de como ficará os dois anéis do Morumbi, com arquibancada e uma numerada até perto do gramado em todo o estádio e não só na parte central.


Esta foto mostra a aparência externa do Morumbi vista da perspectiva de quem está no nível da rua.

Não foi possível conseguir (pelo menos por enquanto) imagens do lado interno do estádio, mas a foto 2 postada com exclusividade aqui no blog dá uma noção exata de como ficará os dois anéis do Morumbi, a arquibancada e a numerada que se estenderá até o gramado.

Assim que for liberada mais alguma foto (de preferência do lado interno), postarei para o amigo leitor ter uma idéia mais precisa sobre o projeto de reforma do Morumbi aprovado pela FIFA.

Morno, ou melhor, quase frio

Com cinco desfalques e a contusão de Alex Silva, não dava para esperar grande coisa mesmo. Foi um jogo fraco em que nenhuma das equipes mereceu vencer. A impressão que tenho é que os jogadores ainda não conseguiram de desligar da Libertadores e esses jogos do início do Brasileirão, são para eles meio entediantes.

Até as semi finais da Copa Libertadores ainda teremos pela frente o Goiás e o Grêmio, depois vem a parada para a Copa do Mundo que será providencial para fazermos os últimos ajustes na equipe.

E se querem saber, eu também só tenho conseguido pensar em duas coisas: Libertadores e Morumbi 2014, o resto, para mim, é resto.

domingo, 30 de maio de 2010

Oscar e Dario Pereyra


O colunista do Lance!, Benjamin Back, entrevista no “Papo com o Benja”, aquela que foi pra mim a maior dupla de zaga da história do SPFC: Oscar e Dom Dario Pereyra.

Garra e qualidade combinados à perfeição.

O meu trabalho, o meu esforço é para viabilizar o Morumbi, como prefeito e como cidadão

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo – 25/05/2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Feras" já treinam na África

Ilsinho pode voltar ao Tricolor

Ilsinho, com quatro meses de salários atrasados entrou com recursos junto à Fifa para se desvincular do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e caso consiga, é muito provável que volte a atual pelo Tricolor Paulista.

Como o contrato de Cicinho, que está emprestado pelo Roma, se encerra após a participação são-paulina na Taça Libertadores e há pouquíssimas chances de ser renovado Ilsinho viria para substituí-lo.

As últimas notícias que tive de Ilsinho é que ele estava atuando como meia, aliás, como quase todos os laterais brasileiros que estão no exterior.

O Fluminense também demonstrou interesse em contar com o jogador.

Custo da reforma do Morumbi será conhecido hoje

Segundo informação divulgada por Marcello Lima em seu blog, a construtora Camargo Correa irá apresentar na tarde de hoje os custos da reforma do Morumbi para a Copa 2014.

Será com base nesses números que o São Paulo buscará investidores para o projeto. As garantias financeiras devem ser apresentadas ao Comitê Local até o dia 17 de junho.

Ainda segundo o jornalista, a diretoria tricolor tem certeza que conseguirá viabilizar o projeto.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O novo Nero?

Equipe de Bruno Senna encerra parceria com a Dallara

A Hispania, equipe de Bruno Senna, anunciou ontem que encerrou a parceria com a italiana Dallara, atual fabricante dos chassis utilizados pela equipe espanhola. A partir de agora, todo desenvolvimento do carro será feito pela própria equipe.

O plano da equipe agora é comprar as instalações da Toyota, que saiu da F1 em 2009. A fábrica, localizada em Colônia, Alemanha, é uma das mais bem equipadas e conta com túneis de vento, autoclaves e simuladores de primeiro nível. A Hispania depende da entrada de novos parceiros para finalizar o negócio, e caso consiga, existe a possibilidade dos chassis desenvolvidos pela Dallara serem trocados pelos do TF110, desemvolvido pela equipe japonesa para a temporada 2010.

Tá bom, eu desenho...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dinheirão no bolso

Reprodução: Painel FC

Os quatro clubes grandes de São Paulo selaram acordo ontem com a Globo pela cessão dos direitos do Campeonato Paulista. O acordo, de cinco anos, vai render R$ 63,5 milhões a cada um. Só pela assinatura do novo contrato, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos receberão R$ 10 milhões de luvas. O acerto foi feito na noite de anteontem e firmado ontem em almoço dos clubes com executivos da emissora.

Pelo primeiro ano do acordo, em 2011, cada clube receberá R$ 9,5 milhões. A mesma cifra caberá ao G4 em 2012. A partir do terceiro ano, haverá um acréscimo de 20% no acordo. Isso significa que a cota passará a ser de R$ 11,5 milhões entre 2013 e 2015.

As negociações entre Globo e clubes foi dura. O G4 exigiu conversar com a emissora sem incluir os pequenos. A Globo chegou a dizer que não aumentaria em um centavo o valor do contrato exercido até este ano.

A torre de Babel


É incrível como essa história da escolha do estádio sede da cidade de São Paulo vem se desenrolando. Cada hora é um falando uma coisa.

Ontem, a informação de que a sede paulista seria um novo estádio a ser construído em Pirituba, causou rebuliço e nova onda de desmentidos e informações conflitantes.

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, declarou que esta comprometido com o Morumbi e que não há um plano “B”. Disse ainda que o complexo a ser construído em Pirituba, já estava planejado antes da escolha do Brasil como sede para a Copa 2014, e confirmou que Ricardo Teixeira diz à todos que a sede paulista, será em Pirituba.

"O que existe é um centro de convenções, antes mesmo de o Brasil ser escolhido sede. Algumas pessoas que não acreditam que o Morumbi possa ser a sede entendem que São Paulo deva receber a abertura e defendem Pirituba. É um direito dele, Ricardo Teixeira, pensar assim. É difícil [Pirituba] ficar pronto até a Copa. Nem o edital foi publicado ainda. Não temos nem a apresentação do modelo. O prazo total de implantação é de 20 anos. É uma concessão, não haverá dinheiro público no projeto" – disse Kassab à Folha de Sâo Paulo.

O ex-secretário municipal de Esporte, Walter Feldman, também negou a inclusão do projeto de Pirituba em substituição ao Morumbi para o Mundial.

"Nós seremos leais ao São Paulo até o fim. Todas as vezes que falei com o prefeito sobre o assunto ele disse que honraríamos o compromisso assumido com o então governador José Serra e também com o São Paulo" – afirmou Feldman.

Sempre achei essa combinação (Futebol + paixão + obras + políticos + verba pública + eleições) explosiva, e é bom que todos guardem os nomes das pessoas envolvidas nesse processo.

A única forma de garantir o Morumbi na Copa 2014, é apresentar as garantias financeiras exigidas pelo Comitê Organizador Local, o que tem que ser feitos nos próximos 20 dias.

A bola está contigo Juvenal. Não nos desaponte. Nesse “falatório” todo, o discurso final precisa ser nosso.

Uma briga que promete

Reprodução: Em off

Começa no segundo semestre a primeira rodada de negociações entre o Clube dos 13 e as televisões interessadas nos direitos de transmissão do Brasileirão a partir de 2012. Globo e Record estão no páreo. À venda, três temporadas. Para abrir as conversas, a entidade espera ouvir lance inicial de R$ 800 milhões por ano.

Arrumando as malas

Manchester City e Lyon devem, em breve, fazer proposta para tirar Miranda do São Paulo, e como  seu contrato vence em junho de 2011, o Tricolor não tentará segurá-lo pois será a última chance de de lucrar com sua saída já que em janeiro do próximo ano, o zagueiro já poderia assinar um pré contrato.

Fonte: Em off

terça-feira, 25 de maio de 2010

Não quero acreditar nisso

Reprodução: Blog do Juca

Confirmado: Piritubão abrirá a Copa

Ricardo Teixeira bateu o martelo. A abertura da Copa do Mundo de 2014 será em São Paulo, numa arena nova, em Pirituba.

Arena multiuso, com direito a centro de convenções e parque de exposição, que é o que realmente atrai os investidores para a empreitada de erguer um estádio com capacidade de receber 45 mil pessoas.

Teixeira tranquiliza os que se atém à exigência da Fifa para o estádio da abertura, que obrigatoriamente deveria receber 65 mil pessoas.

“A máquina que puxa o Brasil não pode ficar fora da abertura”, diz, absolutamente certo de que quebra a exigência da Fifa.

A decisão vem sendo engendrada há tempos pelo cartolão com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kasab, e seu secretário de Esporte, Walter Feldman. O Morumbi até poderá receber outros jogos, mas não o primeiro. Resta saber, daí, se interessará ao São Paulo FC.

E quem usará o estádio depois da Copa? Elementar, meu caro Andres.

Nota do blog: vou esperar a confirmação para fazer meu comentário, mas, pela qualidade da fonte, estou realmente preocupado.

1001... micos

O São Paulo fechou ontem, novo acordo com a Bombril para o patrocínio das mangas da camisa até o final de Libertadores, e o vice-presidente de marketing, Julio Casares, já admite que um contrato longo provavelmente ficará para 2011.

“Se você me perguntar se eu aposto que o patrocínio ficará para 2011, eu diria que sim. Já estamos no meio do ano, é ano de Copa do Mundo e as empresas já definiram seus investimentos em diversos setores” - comentou Casares.

“Estamos trabalhando de forma precisa e essas parcerias pontuais têm rendido mais do que outras propostas que recebemos para projetos mais duradouros. Agora teremos essa pausa da Copa do Mundo para conversar ainda mais com essas empresas que estão próximas do São Paulo” - acrescentou o cartola.

Neste ano com os patrocínio “de ocasião”, o São Paulo faturou cerca de R$ 12 milhões, sem contar esse novo açodo com a Bombril, quenão teve os valores divulgados.

Para quem, no início do ano, dizia que não aceitaria menos de R$ 30 milhões, me parece um grande mico.

Me dá um dinheiro aí!

Marcello Lima informa em seu blog, que a GMP, empresa alemã responsável pelo projeto da reforma do Morumbi, irá apresentar na próxima quinta feira, o resultado das consultas feitas a várias empreiteiras quanto ao custo da obra.

O jornalista diz ainda, que embora não seja fácil captar os recursos para viabilizar as reformas no prazo determinado pelo Comitê Local, é possível apresentar garantias de que o valor total da obra será obtido pelo clube.

LiquiDANDO!

Reprodução: De prima

São Paulo faz qualquer negócio por Cléber Santana

Dirigentes do São Paulo torcem que Cléber Santana vá mesmo para o Fluminense, mas desconfiam de que o clube carioca não tenha dinheiro para fechar o negócio em definitivo. Por via das dúvidas, já fizeram um acerto verbal para empurrar o jogador apenas por empréstimo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Miranda fora por duas semanas

O departameto médico do São Paulo confirmou esta tarde, que o zagueiro Miranda está fora da equipe do São Paulo até a Copa do Mundo. O jogador sofreu um estiramento na panturrilha direta na vitória sobre o Internacional por 2 a 0, no último domingo à tarde, no Beira-Rio.

A dor de Ricardo

Reprodução: Placar

Ex-capitão da Seleção Brasileira e hoje técnico, Ricardo Gomes conta à PLACAR o que nunca disse a ninguém: jogou a carreira toda com o jelho estourado e sentindo dores. Hoje ele tem dificuldades para fazer esportes e até para subir escadas

Foto: Renato Pizzutto

“A velha ainda anda?”, pergunta o médico Gérard Saillant, referindo-se à radiografia que olha junto ao médico do Paris Saint-Germain. “Anda, joga amanhã e pelo seu time”, ouve Saillant. O joelho revelado na chapa e comparado ao de uma velha é o de Ricardo Gomes, ex-capitão da seleção brasileira, que viu a cena sem ser notado pelo renomado médico francês.

A imagem do joelho deformado pela artrose é o símbolo da história dramática e pouco conhecida do personagem que, jovem, teve o joelho destroçado, superou uma infecção hospitalar e passou a carreira driblando a dor e a desconfiança dos médicos. Só não impediu que sequelas o tirassem de uma Copa.

Com quase dez anos de carreira (e de sucesso no esporte), o episódio num hospital de Paris não foi o primeiro em que um médico espantou-se com seu joelho. “Todos se assustatavam quando viam meu joelho”, diz, rindo, Ricardo.

Hoje, ele ri do sofrimento. A imagem vista pelos médicos franceses é conseqüência da contusão que Ricardo sofreu em 1984, quando tinha 19 anos. Num torneio na Coreia do Sul, pelo Fluminense, o zagueiro foi fazer a cobertura de Duílio e, ao girar o corpo, rompeu os ligamentos do joelho direito e a cápsula. Ricardo suportou quatro dias que a delegação ficou na Coreia e 27 horas de voo para o Brasil com muitas dores. “Fiquei o tempo todo na Coreia à base de gelo, mas o hotel tinha só uma máquina de gelo. Não podia andar”, afirma Ricardo. “Arnaldo Santiago era o médico na época e estava preocupado porque a cirurgia tem de ser imediata”, diz René Weber, ex-colega de clube.

Logo que chegou ao Brasil, foi operado. Dois dias após sair do hospital, os médicos constataram infecção hospitalar. Começava o drama. A somatória de lesão, infecção e um mês deitado na maca do hospital em convalescência culminou com uma recuperação mais longa — Ricardo Gomes perdeu 25 quilos em 30 dias no hospital. “Os caras iam me visitar e se assustavam porque eu estava muito magro”, diz.

Depois de cerca de nove meses de fisioterapia e tratamento no Fluminense, o zagueiro foi fazer seu primeiro treino no campo. “Quando ele chegou às Laranjeiras para correr, foi impressionante. Estava muito magro mesmo, assustava. E então ele começou a correr em volta do campo. Lembro que todos, jogadores e comissão técnica, começaram a aplaudir. A gente batia palmas e ele dava a volta no campo”, afirma René. Ricardo lembra: “É verdade. As palmas foram num momento que era só o início do trabalho. As pessoas estavam surpresas que eu estivesse voltando”.

Zagueiro de classe, canhoto, Ricardo Gomes voltou aos poucos ao futebol. Porém seu joelho não era o mesmo. “Durante a semana, não treinava conosco. Fazia esteira, musculação. Ele era um jogador privilegiado, inteligente, que sabia de suas limitações”, afirma Ricardo Rocha, ex-companheiro de zaga na seleção. No Fluminense, embora Gomes não se lembre de ter sido poupado de qualquer tipo de atividade, seu reserva na época, Alexandre Torres, recorda os treinamentos em que ele era preservado: “Se no treino a gente tinha que cabecear 100, 200 bolas, ele cabeceava umas 20 para não forçar o joelho com o impacto no solo. Na sexta, ele fazia o coletivo e no fim de semana jogava. E não perdia uma bola”.

A adaptação de seu corpo à nova maneira de jogar acontecia naturalmente. Suas passadas largas para marcar, com as dores, foram encurtadas. O maior incômodo vinha após os jogos, quando o joelho inchava. Como antes da lesão já não era veloz, ficou ainda mais lento. Mesmo assim, Ricardo se destacava e ir para a Europa era inevitável. Em 1988, Benfica e Barcelona queriam contratá-lo. No entanto, o joelho ruim novamente tornou-se um problema. Seu aspecto não era dos melhores e, quando tivesse de ser aprovado pelo departamento médico do novo clube, uma análise mais minuciosa poderia barrar sua transferência.

Ricardo, aconselhado pela comissão técnica da seleção brasileira, foi para o Benfica. “O Barcelona vai te reprovar”, ouviu. Ao chegar a Portugal, o médico do clube não estava, e ele foi examinado pelo substituto, que o liberou. “Quando o médico titular voltou, ele olhou para o meu joelho e disse para o que me aprovou: ‘Como esse cara está aqui? Você deixou ele passar?’ Depois olhou os exames e viu que não tinha nada de mais”, diz Gomes. Pelo menos, em campo não tinha mesmo. “Quando ele fez teste na Europa, corria risco de ser reprovado? Corria. Mas os técnicos o queriam, e não se arrependeram da escolha”, diz Alexandre Torres.

Às vésperas da Copa de 1990, ele sentiu mais um problema originado por seu joelho — a pubalgia. “Tenho certeza de que foi consequência do joelho. Para poupá-lo, eu forçava demais o púbis”, afirma Ricardo. Essa lesão, porém, não o tirou do Mundial. Aos 25 anos, operado e curado da pubalgia, foi convocado para ser o capitão da seleção na Itália.

“Ricardo tinha um programa especial, de musculação, mas era só. Ele sofreu mais com a pubalgia. Sobre o joelho, eu sabia da cirurgia, mas não percebi repercussões. Ele teve uma lesão e uma infecção séria, correu risco de morrer e a carreira também entrou em risco, e superou tudo”, afirma o técnico da seleção da época, Sebastião Lazaroni.

Em 1991, Ricardo Gomes foi contratado a peso de ouro pelo Paris Saint-Germain — e aprovado nos exames. “Os europeus acompanham tudo do jogador antes de contratar. Se tem lesão… Mas Ricardo era acima da média”, diz René Weber. No PSG, teve ótimas atuações. Mas o joelho ainda o incomodava. Sem a cartilagem, corroída, sentia mais dores. “Ele não fazia quase nenhum treino em campo. Era um fenômeno: não treinava e era um dos melhores. Não podia desgastar o joelho com treinos. Tinha que se guardar para o jogo. E jogava muito. Imagina se ele não tivesse esse problema?”, afirma Raí, que foi seu companheiro de PSG em 1994 e 1995.

A pergunta que todos faziam ao ver seu sofrimento era: “Com essas dificuldades, como ele conseguia jogar em alto nível?” A resposta soava uníssona: “Ele se adaptou às suas limitações e aliou isso à qualidade técnica”. “Ele tinha muito senso de colocação. Talvez a contusão o tenha ajudado a se posicionar melhor. Não perdia uma bola”, diz Raí. René completa: “Ele ficou até melhor depois da lesão, porque teve que aprender a se posicionar melhor para não precisar correr tanto e desgastar o joelho”.

Ainda no PSG, Ricardo se aproximava de sua segunda Copa, a de 1994. A oito dias do início do Mundial, já nos Estados Unidos, num amistoso contra El Salvador, o capitão se machucou de novo. Ao cortar um cruzamento, esticou a perna e estirou o adutor da perna direita. “Eu não abria tanto a perna e, quando abri, senti que havia estourado. Também tenho certeza de que essa contusão foi por causa do joelho, da limitação de movimentos”, afirma Ricardo.

Mesmo dizendo ter consciência de que seria cortado, foi fazer ressonância magnética para avaliar o grau da lesão. Ao lado de Lídio Toledo, médico da seleção na época, foi à sala do exame. Após o resultado, soube que seria cortado. “Fui avisá-lo da lesão e que não daria para ele jogar a Copa. Quando falei, seus olhos se encheram de lágrimas, os meus também. Dar essa notícia a ele foi muito difícil”, diz Lídio. Fora da Copa, Ricardo viu Dunga, o novo capitão, levantar a taça de campeão.

Em 1995, voltou ao Benfica. As dores ficavam mais fortes. A artrose o atrapalhava. No dia a dia, fazia fisioterapia e ficava fora de muitos treinamentos. Membros da comissão técnica, ao verem Ricardo entrando no campo para treinar, falavam: “Pode voltar para a fisioterapia. Você tem que jogar…”.

“De 1994 a 1996 eu não tenho boas recordações. Eu sentia muita dor depois dos jogos e ficava mal-humorado. Uma vez joguei com o joelho inchado pelo Benfica, estava com o saco cheio de tratar”, afirma o ex-jogador.

Pelo acúmulo de dificuldades, dores e privações, com 31 anos, Ricardo se aposentou. “Joguei o clássico Benfica x Sporting e no outro dia fui operado porque estava com muitas dores no joelho. O médico, que já era meu amigo, retirou um fragmento de osso de dentro do meu joelho. Ele falou: ‘Não sei como você conseguia andar com isso em você. Para de jogar’. E eu parei.”

Parou mesmo. Se no começo de carreira, por causa da lesão que o atrapalhou a vida inteira, tinha o joelho de uma “velha”, Ricardo provou que sua categoria e poder de superação atropelavam qualquer dor e limitação. A “velha” andou sim— e como andou…

Matéria originalmente publicada na edição de maio/2010 da PLACAR

Ídolo do São Paulo, Pedro Rocha sofre com doença grave; família acusa clube, que rebate

Reprodução: ESPN.com.br

Apontado por ninguém menos que Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, como um dos cinco maiores jogadores do futebol mundial nos anos 1960 e 1970, o uruguaio Pedro Virgílio Rocha Franchetti, hoje com 67 anos, vive um drama. Um dos principais nomes da história do São Paulo, do Peñarol (URU) e da seleção uruguaia, “El Verdugo” – apelido que ganhou em seu país, algo como “carrasco”, que reforçava sua liderança em campo e força física aliada a uma qualidade técnica assombrosa – luta contra uma doença, a atrofia do mesencéfalo, que afeta diretamente os movimentos e a fala.

No início do mês, Pedro Rocha teve de ser internado às pressas na Santa Casa de Santo Amaro, em São Paulo, após complicações em decorrência de uma gripe forte. Passou dois dias no hospital e voltou para casa depois do susto. Com dificuldades para pagar pelo tratamento, a família do ex-craque recorreu ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas o filho de Rocha, que também se chama Pedro, não poupou críticas ao que considera falta de apoio do São Paulo.

Pedro Rocha ao lado de Pelé, que o considerava um dos cinco maiores jogadores do futebol mundial
Crédito da imagem: Divulgação

“O pessoal da diretoria do São Paulo, principalmente o doutor Marco Aurélio (Cunha, superintendente de futebol do clube), sempre liga, mas é mais para perguntar do meu pai”, afirmou o filho de Pedro Rocha em contato com o ESPN.com.br. “O clube não tem ajudado na parte prática. O São Paulo poderia estar fazendo muito mais, está deixando a desejar”, critica Pedro.

Debilitado pela doença que já está em um grau avançado, o ídolo são-paulino passa os dias em casa, na companhia da esposa, Mabel, e do filho, fazendo fisioterapia e recebendo acompanhamento médico. “Não há um tratamento específico para a doença, mas o que a gente vem fazendo é tentar retardar os sintomas”, conta Pedro. “O meu pai faz um pouco de fisioterapia e toma alguns remédios. Infelizmente, a fala está bastante comprometida e ele está numa cadeira de rodas. Ele passa o dia vendo televisão e gosta de assistir aos jogos, mas normalmente não vê esses que passam à noite, porque o recolhemos para dormir mais cedo.”

O filho de Pedro Rocha conta que, inicialmente, a família pensou que “El Verdugo” estava sofrendo de depressão. “Quando a doença começou a piorar, a gente pensou que fosse um estresse elevado, uma depressão. Tomamos conhecimento da doença de um ano para cá”, afirma. “Nessa última internação dele, ficamos com medo de ser uma pneumonia. Mas ele já está de novo em casa e, na medida do possível, está bem.”

São Paulo responde
Em entrevista, por telefone, ao ESPN.com.br, o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que é médico, reagiu com veemência às declarações do filho de Pedro Rocha. O dirigente assegurou que o clube do Morumbi dá todo o apoio ao ex-craque uruguaio e disse que a família de Rocha não comunicou o São Paulo sobre a internação do começo do mês.

“É absolutamente injusto o que ele falou. Eu e o doutor (José) Sanchez (médico do São Paulo) estamos em contato direto com a família do Pedro Rocha. Ele já fez vários tratamentos bancados pelo São Paulo”, afirmou o dirigente. “A questão é que o São Paulo Futebol Clube é uma instituição que não pode ficar socorrendo alguém a todo momento, principalmente quando não sabe o que está acontecendo. Ele ficou internado na Santa Casa, mas eles (os familiares) não nos informaram.”

O superintendente do clube também disse que já enviou remédios à família, muitas vezes pagos do próprio bolso, e acompanhou Pedro Rocha em várias consultas médicas nos últimos anos. “Qual é a responsabilidade que o São Paulo tem sobre o Pedro Rocha? Nós mandamos medicamentos muitas vezes, mas precisamos ser mais bem informados sobre as necessidades”, diz.

“É um paciente que sofre com uma doença que avança gradativamente e que precisa de cuidados. A gente dá a nossa ajuda de uma maneira sigilosa, muitas vezes do nosso próprio bolso, mas é uma situação delicada para o clube. Qual deve ser o critério para definirmos quais jogadores com problemas de saúde serão ajudados pelo clube?”, questiona Marco Aurélio. “A coisa não funciona assim, infelizmente. O São Paulo tem um balanço financeiro, um Conselho Fiscal, e eu não posso retirar um valor de dinheiro sem justificar ao presidente ou a esses órgãos. O São Paulo cumpre à risca seu papel social, mas dentro dos seus limites.”

O dirigente também contou que vem maturando a ideia de criar um instituto com a marca do São Paulo, mas independente do clube, destinado exclusivamente a ajudar ex-jogadores da equipe. “É uma ideia minha, individual, e seria um órgão que teria autonomia e independência para tocar essas ações. Porque o clube não pode arcar com esse ônus. Não é da responsabilidade do clube.”

Craque de quatro Copas do Mundo
Pedro Rocha não foi apontado por Pelé como um dos cinco maiores jogadores do mundo à toa. O craque uruguaio chegou ao São Paulo em setembro de 1970, credenciado por ter feito história com a camisa do Peñarol (URU), clube pelo qual foi tricampeão da Copa Libertadores América (1960/61/66) e bicampeão mundial interclubes (1961/66), além de sete vezes campeão uruguaio (1960/1961/62/63/64/67/68). Ficou no Morumbi até 1977, ano da chegada do técnico Rubens Minelli, que não o aproveitou.

Pedro Rocha em ação pelo São Paulo contra o Corinthians, de Rivellino; 113 gols em 375 jogos no time
Crédito da imagem: Divulgação

Pela seleção uruguaia, Rocha foi o único jogador de seu país a disputar quatro Copas do Mundo: 1962 (Chile), 1966 (Inglaterra), 1970 (México) e 1974 (Alemanha). No Mundial do México, no auge da forma, Rocha quase não jogou, pois se lesionou aos oito minutos da partida de estreia contra Israel – ficou de fora, portanto, da semifinal diante do Brasil. Marcou 16 gols em 71 jogos pela Celeste Olímpica.

Ao chegar ao São Paulo, teve de dividir os holofotes e o rótulo de estrela do time com Gérson, mas não demorou a se adaptar e a ganhar títulos. Foi bicampeão paulista (1971/75) e vice da Libertadores (1974). Individualmente, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1972 (17 gols, ao lado de Dadá Maravilha, do Atlético-MG) e da Libertadores de 1974 (sete gols). Em 1973, foi um dos jogadores que ganhou a Bola de Prata da revista PLACAR. Em sua passagem pelo Morumbi, Pedro Rocha marcou 113 gols em 375 jogos – é o 18º jogador que mais atuou na história do clube e o 12º na lista de artilheiros.

No fim da carreira, Rocha ainda teve passagens discretas por Palmeiras, Coritiba, Bangu e pelo Al-Nassar, da Arábia Saudita. Também trabalhou como treinador de futebol em vários clubes, como Portuguesa, Coritiba, Guarani, Ponte Preta, Mogi Mirim, entre outros.

Vitória consistente

Mesmo sem apresentar o mesmo bom futebol das partidas contra o Cruzeiro, o Tricolor conseguiu um excelente resultado ontem em Porto Alegre, diante do Internacional.

O sistema defensivo da equipe provou que está em grande fase e mais uma vez não foi vazado. É sem dúvida o ponto mais forte do time.

O ponto negativo foi o elevado número de passes errados o que acabou matando alguns contra ataques, mas no geral a equipe foi bem.

Só gostaria de fazer mais uma observação: vocês já repararam como o Ricardo Gomes fica angustiado na beira do campo? Solta uns palavrões RG! Dá um bico naqueles copinhos d’água!

domingo, 23 de maio de 2010

Força máxima, mas nem tanto

Internacional e São Paulo fazem hoje, no Beiro Rio, uma prévia das semi finais da Libertadores 2010. Os dois técnicos prometem escalar seus principais jogadores, já que estão em posições desconfortáveis no Brasileirão, Inter 9º e Tricolor 15º.

Mesmo que isso aconteça, acho que as duas equipes não irão expor todas as suas armas para não facilitar a preparação do adversário para as partidas que realmente interessam, dias 28 de julho e 4 de agosto.

Detalhe: Será a segunda vez que Fernandão, uma das atrações da partida, irá enfrentar o Internacional. A primeira foi no ano passado, quando defendia o Goiás. Fernandão foi expulso aos 13 minutos do primeiro tempo.

Time provável: Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Cicinho, Rodrigo Souto, Hernanes, Junior César e Marlos; Dagoberto e Fernandão.

Frase da semana

Não tem como apagar a história, mas vou fazer a minha no São Paulo também, e ela começa agora. Respeito bastante o Inter, mas vou estar 100% para conseguir eliminá-lo

Fernandão, atacante do São Paulo – 21/05/2010

sábado, 22 de maio de 2010

Mancini pode desembarcar no Morumbi

Reprodução: Jornal da Tarde

Marcius Azevedo

A conversa engatinha, mas Mancini poderá pintar no Morumbi no segundo semestre. A amigos, o jogador revelou que está triste na Itália e quer voltar ao Brasil. Ele disse ainda que o São Paulo já o procurou.

O problema é que o retorno ao futebol brasileiro não depende apenas de sua vontade. Depois de não ir bem atuando por empréstimo no Milan, Mancini volta à Inter de Milão sob indefinição. O seu futuro depende de quem será o treinador. José Mourinho deve ir para o Real Madrid depois da final da Copa dos Campeões, que será hoje contra o Bayern.

Ele pode até ficar por lá, mas o Tricolor está de olho. Mancini poderia atuar no ataque, meio de campo ou até no lugar de Cicinho se ele voltar à Roma.

Qual é o melhor Centro de Treinamentos do Brasil?

O Sportv News exibiu durante toda a semana um especial sobre a estrutura de treinamento dos vinte clubes da Série A do campeonato brasileiro. A equipe, liderada pelo repórter Rafael Corrêa, percorreu mais de vinte mil quilômetros por todo o Brasil e avaliou mais de quatrocentos itens em cada clube. Os critérios foram definidos por docentes da Universidade Federal de Viçosa (MG).

Veja o resultado da avaliação:

Parte 1
 

Parte 2
 


Parte 3
 

Parte 4
 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Crise no Santos!

Jogadores desobedecem Dorival Júnior, chegam às 3h da madrugada e são afastados do jogo contra o
Atlético-GO.

Quem com Fernandão fere...

Preterido por Van Gaal, Breno diz que torce mais pelo São Paulo do que pelo Bayern

Reprodução: Folha Online

José Ricardo Leite
da Reportagem Local

Preterido do Bayern de Munique pelo técnico holandês Louis Van Gaal, o zagueiro brasileiro Breno, ex-São Paulo, admitiu que tem certa dificuldade para se identificar com a equipe na final da Copa dos Campeões, contra a Inter de Milão, no próximo sábado.

Breno não foi utilizado pelo holandês no segundo semestre do ano passado e no começo desse ano foi emprestado ao Nuremberg --regressa ao time de Munique após a Copa do Mundo. O defensor disse que não tem mantido contato com o restante do elenco.

"Não, não tenho falado com ninguém. Sem jogar a gente não sente a mesma coisa [para torcer]. Pelo São Paulo, por exemplo, eu joguei, tenho um carinho maior. Vou torcer mais para o São Paulo do que para o Bayern contra a Inter. Eu nem joguei no Bayern, fiz uns dois jogos. Não tem aquele negócio", falou Breno à Folha.

Conhecido por não gostar de trabalhar com jogadores brasileiros, Van Gaal pediu as saídas do zagueiro Lúcio e do meio-campista Zé Roberto logo quando chegou ao Bayern. Com Breno não foi diferente, mas este teve que ficar seis meses ainda no clube sem jogar para conseguir uma transferência.

"Logo quando ele chegou, fizemos a pré-temporada. Ele conversou com todos jogadores e disse que eu não era jogador para o Bayern naquele momento. Eu falei que então queria ser emprestado, e ele me falou para conversar com a diretoria. No começo não quiseram me emprestar, mas depois de muita conversa consegui", falou Breno.

Com a obrigação de voltar para o clube ainda este ano, Breno procura evitar polêmicas e críticas ao treinador holandês, comparado por ele com Muricy Ramalho pela personalidade forte.

"Como treinador ele é parecido com o Muricy, tem muita atitude nas coisas que faz, é bem correto. Se o treino está marcado um determinado horário, você tem que estar lá 45 minutos antes. Ele dá bronca, faz pagar multa", falou Breno.

"Já ouvi falar bastante disso [de Van Gaal não gostar de brasileiros], sobre o Lúcio, o Rivaldo. Mas não posso dizer nada porque nem joguei com ele. Mas o contato dele com o elenco era até próximo, foram campeões do Campeonato Alemão, tinham jogadores holandeses, como Van Bommel, eles se dão muito bem. Só eu que ficava sobrando", finalizou.

São Paulo trata com petroleiras

Reprodução: De prima

O São Paulo quer definir nesta sexta acordos com novos parceiros para as obras no Morumbi com vistas à Copa, a fim de apresentá-los na segunda-feira como garantias da viabilidade financeira ao comitê organizador paulista e posteriormente ao BNDES e à Fifa.

O clube do presidente Juvenal Juvêncio negocia camarotes e a exposição de marcas através de placas e outras peças publicitárias no estádio com Petrobras, Cosan e Ipiranga. Além destes, Bradesco e Camargo e Corrêa, parceiros antigos, são outros bem cotados a participar da empreitada.

Que venha o Inter!


As partidas das semi finais estão marcadas para os dias 28 de julho e 4 de agosto.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Jogadores agradecem apoio da torcida

Sem viabilidade financeira, Curitiba admite não sediar a Copa de 2014

Segundo matéria publica no portal UOL, o Atlético Paranaense cogita abandonar o projeto de sediar jogos da Copa 2014 por não conseguir arrecadar junto à iniciativa privada os R$ 60 milhões necessários para a adequação de seu estádio, o Arena da Baixada.

O custo estimado para a obra é de R$ 90 milhões, sendo que o clube entraria com R$ 30 milhões e o restante seria bancado por parceiros, que até o momento não apareceram. O BNDES fez um oferta de empréstimo com juros de 5%, mas o clube rejeitou, pois não pretende se endividar, e portanto, um impasse foi criado.

O prazo dado pela Fifa para a obtenção das garantias é curto demais e outras sedes, principalmente as que contam com estádio particulares, casos do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, correm riscos de não consegui-las a tempo.

O São Paulo está com a mesma dificuldade pois o custo da reforma do Morumbi subiu muito no último projeto, que foi aprovado pela Fifa. Comenta-se que o clube já estuda abrir mão de sediar a abertura do evento pois assim, as exigências seriam menores.

Finalmente São Paulo apostará em jovens

O São Paulo deve perder nos próximos dias quatro jogadores de uma só vez: Léo Lima para o Al-Nasr (EAU), Cleber Santana e Andre Luis, já acertadores com o Fluminense, e Washington, que tem proposta do Atlético-PR.

"Se saírem, precisaremos apenas de um jogador. É um bom momento para aproveitar alguns jogadores que estão buscando oportunidade. Botar um garoto para jogar num time encaixado é muito mais justo do que botar quando tem algumas dúvidas" - afirmou Ricardo Gomes.

Enquanto isso, na zona leste paulistana...

Enquete relâmpago: Qual time você prefere que o São Paulo enfrente nas semi finais?

Hoje o São Paulo irá conhecer qual será seu adversário nas semi finais da Copa Libertadores 2010.

O Flamengo pega o Universidad de Chile, no Chile, e o Internacional enfrenta o Estudientes, na Argentina. Em virtude do esdrúxulo regulamento, o Tricolor pode enfrentar qualquer um deles na próxima fase.

Caso Estudientes e Flamengo se classifiquem, o São Paulo ao invés de pegar o clube argentino, como seria o normal, enfrentará o Flamengo, pois times do mesmo país são obrigados a se cruzar.

Não importa qual time se classifique, o São Paulo fará a segunda partida no Morumbi.

Qual deles você prefere que o São Paulo enfrente nas semi finais?

Deixe sua opinião na enquete ao lado.

Resultado

Estudientes ………………………………………………………………….
28%
Flamengo …………………………………………………………………….
20%
Internacional ……………………………………………………………….
53%

Um dia perfeito para relembrar

Como nos velhos tempos

Ontem matei a saudade do meu Tricolor. Uma atuação digna dos melhores momentos de nossa equipe.

Se na primeira partida, em Belo Horizonte, eu havia avaliado a atuação como quase perfeita, ontem não houve uma única falha. Todos se doaram e foram tecnicamente perfeitos. Se continuarmos com essa pegada e determinação, vamos às finais, e como o outro finalista deve ser o Chivas, estaríamos garantidos no Mundial de Clubes.

A equipe parece ter se encontrado com essa formação e assim vários jogadores que antes oscilavam muito, começaram a render bem, casos de Marlos, Dagoberto, Junior César, Hernanes e principalmente Richarlyson, que fez ontem uma partida impecável. Aliás, é preciso que parte da torcida deixe o preconceito de lado e apóie o jogador quanto ele atua bem.

Ricardo Gomes foi muito bem ao mudar imediatamente o posicionamento de Richarlyson após a expulsão de Kleber.
Fernandão? O craque que faltava.

Quanto ao Kléber, sem maiores comentários. O que ele foi na adolescência já diz tudo sobre seu caráter.

Catar lança arenas da candidatura à Copa 2022



O Catar, país árabe localizado às margens do Golfo Pérsico e conhecido pela pujança arquitetônica da capital Doha, apresentou no final de abril os cinco estádios que serão a ponta de lança da sua candidatura à Copa de 2022.

Austrália, Bélgica/Holanda, Inglaterra, Japão, Rússia, Espanha/Portugal, Estados Unidos, Coreia do Sul e Indonésia concorrem com o Catar pelo direito de sediar a Copa de 2022. A Fifa anunciará o vencedor no dia 2 de dezembro, em Zurique, Suíça, junto com o anfitrião do Mundial de 2018.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Deixe aqui seu desabafo

Vou começar com o meu:

Porra! Esse é o São Paulo!

Matei saudades! Meu tricolor voltou!

Êita ansiedade danada

Esse jogo que não começa... vou tomar uma breja pra ver se relaxo. Quem vai nessa?

Esquema ideal para hoje: 3-5-2-55.000

Logo mais à noite, o nosso tricolor estará em campo para mais uma partida decisiva naquela que é a nossa competição: a Copa Libertadores!

O duelo irá por frente a frente a melhor defesa (apenas dois gols sofridos) contra o melhor ataque (26 gols em seis jogos) da Libertadores 2010.

Apesar a da vantagem de poder perder por até um gol de diferença, a batalha vai ser dura e a equipe precisa estar “ligada”, com a determinação e a concentração mostrada na primeira partida, em Belo Horizonte e principalmente, a mesma inteligência.

O Cruzeiro precisa atacar, e deve fazer isso desde o início do jogo, portanto, o São Paulo terá boas chance de matar o jogo nos contra ataques. Porém o time não deve jogar demasiadamente atrás, pois Kleber e Thiago Ribeiro além de muito perigosos, sabem como “amarelar” as defesas, e na partida de hoje a expulsão de um jogador pode ser fatal.

Pelo lado do São Paulo, acredito que Ricardo Gomes repita o 3-5-2 do primeiro confronto, apenas trocando Xandão por Miranda e mantendo Richalyson do lado esquerdo da zaga. Outro reforço importante para time será a torcida, que deve lotar o Morumbi.

Hoje é todo mundo em campo. Nossos craques (hoje é assim que devemos tratá-los) e a torcida na arquibancada. Mais do que juntos, unidos!

Time provável: Rogério Ceni, Alex Silva, Miranda (Xandão) e Richarlyson; Cicinho, Junior Cesar, Rodrigo Souto, Hernanes e Marlos, Fernandão e Dagoberto.

A reformulação já começou no São Paulo

Com o elenco inchado e algumas contrações que não vingaram, o Tricolor deve mudar bastante para o segundo semestre.

Os primeiros a deixarem o clube serão Cléber Santana e André Luis, negociados com o Fluminense. Para liberar o meio campista o Tricolor irá receber o mesmo valor pago no início do ano ao Atlético de Madri, cerca de € 1,5 milhão. Já o zagueiro teve seu contrato rescindido e irá sem custos.

Léo Lima já tem tudo acertado verbalmente com o Al-Nasr, dos Emirados Árabes, e o São Paulo já aceitou a proposta de US$ 2 milhões. Léo veio de graça do Goiás no começo desta temporada.

O próximo a deixar o clube deve ser Washington, que com a chegada de Fernandão, perdeu a condição de titular. O atacante interessa ao Atlético Paranaense.

Mas a lista deve crescer ainda mais: Os contratos de Jorge Wagner e Richarlyson se encerram no final desta temporada e para faturar alguma coisa com eles, o São Paulo precisa negociá-los no meio deste ano. Richarlyson deve ir para o exterior (André Dias recomendou sua contratação à Lazio) e Jorge Wagner interessa a vários times brasileiros.

Há ainda os casos de Hernanes e Miranda, que muito provavelmente receberão propostas do exterior e o São Paulo não deverá segurá-los.

Enfim, o Tricolor deve ser outro após a parada para a Copa da África. Se será melhor ou não, o tempo vai dizer.

Copa 2014: Fonte Nova

Cidade: Salvador (BA)
Tipo de estádio: Público
Tipo de obra:
Data vistoria: 20/05/2010
Situação: Obras secundárias iniciadas em 3/5
Início da obra ou previsão: 3 de maio 2010
Previsão de conclusão: Dezembro de 2012
Custo estimado: R$ 590 milhões

As obras na Fonte Nova começaram em 3/5, segundo a Secretaria de Trabalho e Esporte da Bahia (Setre). Mas a demolição, de fato, da velha estrutura ainda depende de julgamento da ação civil pública do Ministério Público Federal para barrar as obras. Além disso, o início das intervenções ainda depende da liberação de licenças ambientais e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional).

Por enquanto, os trabalhos se resumem à fixação de tapumes, montagem de pré-moldados, implantação de usina de processamento de concreto e a instalação de equipamentos necessários para o processo de demolição. A expectativa do governo é que a demolição comece em maio.


Deixe seu comentário dizendo como a Copa 2014, em especial a construção da Fonte Nova, esta repercutindo na sua cidade.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pobres porcos...

Quem fala o que quer...

Reprodução: De prima

São Paulo muda de postura quando tema é financiamento

O leão virou um gatinho. Um dirigente do comitê organizador qualificou assim o que chama de mudança de postura dos dirigentes do São Paulo depois que o tema do debate passou do projeto do Morumbi para o financiamento – o custo da obra passou de R$ 230 milhões para mais de R$ 400 milhões, valor que ainda está sendo fechado.

Nota do blog: Muitos colunista tem afirmado que esta é a estratégia de Ricardo Teixeira para excluir o Morumbi da Copa de 2014. Além do alto custo previsto para a realizaçlão do projeto aprovado pela Fifa, o Comintê Local deu um prazo de apenas 30 dias para que se apresentem garantias financeiras.

Esse prazo esta correndo desde 13 de maio.

Morumbi encolhe 18% em três anos

Estádio perde 13 mil lugares em jogos da Libertadores por acordos de marketing e obras da Copa-2014

Rodrigo Mattos
Da reportagem local

Em três anos, o Morumbi teve redução de 18,5% em sua capacidade de público para jogos do São Paulo na Libertadores.

Essa restrição de assentos é causada por acordos de marketing e reformas para sediar jogos na Copa do Mundo de 2014.

Para o jogo com o Cruzeiro, pelas quartas de final do torneio continental, foram postos à venda 58.337 ingressos.

Isso representa 13.319 bilhetes a menos do que o público pagante da partida entre São Paulo e Grêmio, pelas oitavas de final da Libertadores-2007.

Um ano depois, no jogo contra o Fluminense pelas quartas de final, havia 67 mil torcedores. No ano passado, foram 61 mil, diante do Cruzeiro, pela mesma fase da competição.

A redução em 2010 ocorre porque há reformas nas cadeiras especiais superiores e também no setor térreo. Serão instalados um bufê infantil, uma academia, novos camarotes e novos lugares nesses espaços.

"Até o final das obras para 2014 será assim. Reabre um setor quando acaba e fecha outro para reformar", explicou o diretor financeiro do São Paulo, Oswaldo Vieira de Abreu.

As obras para a Copa só terminam no final de 2012, data prevista pela Fifa. A partir daí, a expectativa é que o Morumbi passe a ter 65 mil lugares.

Contra o Cruzeiro, o novo setor Visa, que é VIP, ficou pronto só em parte. Estão previstos 1.100 lugares quando estiver concluído. Até agora, pouco mais da metade foi feito.

Enquanto isso, os torcedores são-paulinos se apertam. Sofrem com filas desde a semana passada para a compra de ingressos para o jogo de amanhã.

A carga já está quase esgotada. Foram vendidos 44.659 bilhetes. Outros 3.600 são destinados aos cruzeirenses. Mais 5.000 são para torcedores com cativa. Ou seja, restam pouco mais de 4.000 ingressos.

Apesar da queda no público, a diretoria são-paulina estima uma bilheteria em alta por conta da majoração dos preços.

"Minha expectativa é que a arrecadação fique na casa dos R$ 3 milhões", contou Vieira de Abreu. "Majoramos os ingressos, mas não tanto quanto outros clubes de São Paulo."

A renda é similar à obtida na final da Libertadores de 2006, contra o Internacional, com mais de 70 mil torcedores.

Sob o ponto de vista financeiro, a estratégia são-paulina é bem-sucedida. As receitas do estádio crescem a cada ano. Atingiram R$ 31 milhões em 2009, cerca de 60% a mais do que no ano anterior.

O clube troca torcedores comuns por VIPs, shows, bufê.

Copa 2014: Arena Capibaribe

Cidade: Recife (PE)
Tipo de estádio: Público
Tipo de obra: Construção
Data vistoria COL: 19/05/2010
Situação: Um dos consórcios contesta resultado da licitação
Início da obra ou previsão: Junho de 2010
Previsão de conclusão: Dezembro de 2012
Custo estimado: R$ 480 milhões

Prometidas para começar em 10 de maio, as obras na Arena Capibaribe sofreram novos atrasos. O motivo foi o recurso impetrado pelo consórcio Andrade Gutierrez/OAS, que foi desclassificado na avaliação técnica. O Comitê da Copa pernambucano acredita que o atraso não altera o prazo de conclusão, marcado para dezembro de 2012.

Marcado inicialmente para ser publicado em 16 de setembro de 2010, o edital da Arena saiu apenas em 22 de março devido a exigências da Fifa, que pediu novos estudos sobre sustentabilidade. Depois disso, foi mais uma vez adiado devido a alterações em cláusulas do edital sugeridas pelo Ministério Público. O governo prometia começar as obras em maio.

Em 13/5, foi anunciado oficialmente que o consórcio formado pela Odebrecht Investimentos em Infraestrutura e a operadora ISG (International Stadia Group) foi o vencedor da licitação da Arena da Copa. A data de início das obras será definida no próximo dia 18 de maio.


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